Tem planos para o futuro, e está preocupado com a inflação?

Veja como proteger seu dinheiro do aumento dos preços para não perder poder aquisitivo quando chegar a hora de usar o que guardou

Olivia Alonso |

iG
Se quer proteger o dinheiro da festa do casamento, poupança, tesouro e LCI são algumas opções

Com a queda dos juros, é comum aumentarem as preocupações com a inflação, já que é justamente o juro em alta é um instrumento conhecido por conter a subida dos preços. Assim, quem está começando a poupar para a festa de casamento, de formatura ou outros planos futuros, tende a ficar com medo de ver seu dinheiro perder valor. Para proteger seu capital, uma das dicas é investir em títulos públicos que acompanham a inflação.

“Para quem vai se casar daqui a um ano, fazer uma viagem de férias com a família no final do ano, o Tesouro Direto é uma boa proteção do dinheiro,” diz Anísio Castello Branco, professor de Finanças do Senac São Paulo. “Talvez seja a aplicação de menor risco do mercado hoje,” acrescenta.

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O ideal seria aplicar em um títulos indexados à inflação, na opinião de Otto Nogami, professor de Finanças do Insper. O Tesouro Direto oferecia as Notas do Tesouro Nacional, série C (NTN-C), atreladas ao IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), que no momento não estão sendo vendidas, mas oferece as Notas do Tesouro Nacional, série B (NTN-B), que são papéis atrelados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 

O retorno pago por estes títulos do governo é calculado com a soma da inflação e de uma taxa de juros. “Dessa forma, o poupador consegue minimizar as perdas de seu poder aquisitivo,” diz Nogami.

Ele lembra, entretanto, que essa aplicação é melhor quando o dinheiro será usado após um ano, pelo menos, uma vez que os títulos do Tesouro têm incidência de imposto de renda sobre os lucros, que começa em 22,5% e diminui com o tempo. (Confira no final do texto a tabela com o imposto de renda sobre as aplicações financeiras).

Se o poupador precisar do dinheiro antes de um ano, há diversas outras opções de proteção do capital. A mais simples de todas é a poupança, que vale a pena pela facilidade, comodidade e isenção do imposto de renda. “Por enquanto, a caderneta ainda é o melhor negócio para o dinheiro dos sonhos de curto prazo,” diz Reinaldo Domingos, educador financeiro e diretor da DSOP.

Veja quais são os títulos vendidos pelo Tesouro Direto

Atualmente, o retorno da poupança de 5,95% ao ano, mais a taxa referencial (TR). Este rendimento deve superar a inflação oficial, que deve terminar 2012 em torno de 5,1%, segundo as perspectivas do mercado financeiro.

Aplicações em derivativos ou outros instrumentos financeiros mais complexos, como opções de ações, não devem ser escolhidas como proteção do capital que já tem uma data para ser usado. “Em momentos de turbulência, como o atual, a melhor proteção é o que apresenta uma estabilidade ao longo do tempo, que não oscila de acordo com o mercado,” diz Nogami. Além do Tesouro Direto e da poupança, ele inclui como boa opção os fundos de renda fixa.

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“Vale a pena aplicar em fundos que tenham exposição em NTN-B, por exemplo, e outra parte da carteira pode ser exposta a juros” diz Leonardo Bortoloto, sócio e consultor de investimentos da Aditus Consultoria Financeira. Na opinião dele, “ficar comprado em inflação” – o que significa ter aplicações que rendem conforme os preços aumentam, é uma boa opção neste momento. “Existem sinais de que a inflação continuará forte,” diz.

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