Com a queda dos juros, a poupança ainda vale a pena?

Para proteger seu capital, a caderneta segue uma boa opção para curto prazo. Para períodos mais longos, vale a pena buscar outras aplicações mais rentáveis

Olivia Alonso |

Getty Images
Poupança ainda vale a pena no curto prazo

A nova regra da poupança, que já começou a ter efeito na última semana, quando a taxa básica de juros, Selic, foi reduzida a 8,5% ao ano, deixa em dúvida quem tem dinheiro disponível para aplicar. Antes, o rendimento era de 6,17% ao ano, mais a taxa referencial. Agora, caiu para 5,95% ao ano, mais a TR, e deve continuar a cair conforme o juro básico brasileiro continuar a ser reduzido.

Leia também:

1) Vai viajar e o dólar está em alta? Saiba o que fazer

2) Tem planos para o futuro, mas está preocupado com a inflação? Saiba onde aplicar

Ainda assim, a poupança ainda vale a pena no curto prazo, diz Otto Nogami, professor de Finanças do Insper. “O poupador pode ganhar mais em outras aplicações, mas quando descontados o imposto de renda, taxas de administração e outros custos e encargos, a poupança muitas vezes ganha,” diz.

Em médio prazo, a expectativa dos especialistas é que a Selic volte a subir, o que fará com que a rentabilidade da poupança volte a ser a mesma de antes.

Leia ainda: Veja se seu fundo de investimento vai perder para a poupança

Para quem quer proteger o dinheiro por mais tempo, como mais de dois anos, por exemplo, outras aplicações são melhores do que a caderneta. “Qualquer título do Tesouro Direto ganha da poupança no longo prazo, “diz Reinaldo Domingos, educador financeiro e diretor da DSOP.

Além dos títulos do governo, a bolsa também surge como opção. ”Neste caso, quem quer apenas a proteção do dinheiro deve buscar empresas que pagam dividendos. “Mas eu sugiro no máximo 20% do dinheiro em ações, todas de primeira linha,” diz Domingos. O restante do capital deve ir para renda fixa (40%) e outras opções de renda variável (40%).

Outra sugestão para a proteção do capital são as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), que assim como a poupança também são isentas de imposto de renda. “Com essa aplicação, o risco do poupador será o risco da instituição financeira, então minha sugestão é aplicar por meio dos bancos maiores,” diz Keyller Carvalho da Rocha, professor de Finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA).

Leia mais sobre a poupança

Saiba como proteger seu dinheiro das loucuras do mercado

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave

Notícias Relacionadas


    Mais destaques

    Destaques da home iG