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Nove imóveis onde moravam funcionários da Previdência Social vão à venda na quarta-feira e outros serão oferecidos ainda em 2010

O INSS deverá vender, até o fim do ano, pelo menos 30 apartamentos em Brasília. São imóveis que antes serviam de residência funcional a seus servidores. Até agora, já foram vendidos 13 imóveis similares, por valores entre R$ 318 mil e R$ 600 mil. As residências têm, em média, 120 metros quadrados e estão localizadas nos bairros Octogonal, na Asa Norte e na Asa Sul, regiões nobres da cidade.

Vista panorâmica de Brasília a partir da QL 24, no Lago Sul
Agência Estado
Vista panorâmica de Brasília a partir da QL 24, no Lago Sul

O próximo leilão ocorrerá na quarta-feira, no auditório anexo ao edifício-sede do INSS em Brasília, no Setor de Autarquias Sul. Vão ser oferecidos nove imóveis nesta semana, de dois e três quartos, localizados na Área Octogonal 4. Veja aqui o edital , com endereços e preços estimados.

Os valores dos nove imóveis vão de R$ 389 mil a R$ 522 mil. Nos leilões anteriores, os imóveis foram vendidos por preço entre 70% e 120% do seu valor inicial de venda, calculado pela Caixa Econômica Federal.

Segundo o INSS, para participar do leilão a pessoa física ou jurídica interessada tem de apresentar proposta e fazer o pagamento de uma caução por imóvel, que corresponde a 5% do valor mínimo estabelecido pela avaliação feita pela Caixa.

Mesmo para quem procura imóveis mais exclusivos em Brasília, há apartamentos com tamanho de até 300 metros quadrados e preço estimado em R$ 1,5 milhão para venda. Essas unidades deverão ser vendidas nos próximos leilões. Os compradores podem parcelar o valor do imóvel em até 48 meses.

Essas vendas podem significar boas oportunidades de encontrar um imóvel a preços interessantes e boa localização no Plano Piloto, diz Guilherme Fernando Scandelai, diretor de orçamento, finanças e logística da Previdência Social. Mas ele alerta que os imóveis não são vendidos se o INSS achar que os valores apresentados no leilão não são justos com o patrimônio público. Em geral, o mínimo de desvalorização que o INSS aceita é de 40% abaixo do valor proposto pela Caixa.

Os interessados podem agendar visitas aos imóveis que serão colocados à venda na quarta-feira pelo telefone (61) 3313-4094, por email ou indo diretamente ao edifício-sede do INSS, em Brasília.

Leilões continuarão depois de 2010

Segundo Scandelai, esses imóveis que vão para leilão são apartamentos que o INSS começou a fornecer a funcionários quando a sede foi transferida do Rio para Brasília, em 1988. A Previdência espera vender, no total, 672 imóveis nos próximos anos, mas muitos ainda estão ocupados pelos funcionários e aposentados do INSS. Outros ainda precisam ser regularizados antes de serem vendidos.

No caso dos imóveis onde ainda moram os servidores, eles terão preferência na compra, podendo ofertar o mesmo valor definido nos leilões para permanecerem onde estão. Não é esse o caso dos nove imóveis que serão vendidos esta semana.

O INSS também poderá colocar à venda imóveis que possui no Rio e em São Paulo, além de outras localidades. “O INSS não quer mais apartamentos funcionais. Hoje somos uma grande imobiliária, o que não é nosso objetivo”, diz Scandelai. Hoje, muitos desses imóveis dão prejuízo à Previdência em virtude da manutenção e dos custos de condomínio, quando desocupados.

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