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Informações bancárias chegam às redes sociais

Fóton, criadora de software para o setor bancário, desenvolve aplicativo que envia dados sobre operações pelo Twitter ou Facebook

Nelson Rocco, iG São Paulo | 25/05/2011 05:56

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A Fóton, empresa de software para o setor bancário, prepara um novo aplicativo para que os clientes de bancos e cartões possam fazer acompanhamento das suas operações por meio das redes sociais. O programa Mybank, criado pela companhia, que antes enviava dados por fax, e-mail, telefone e SMS, agora chega ao Facebook e ao Twitter.

“O SMS tem o problema de armazenamento. Se você troca o celular, por exemplo, não consegue levar as mensagens guardadas para o novo. Com as redes sociais, isso não acontece”, compara Marcelo Malagutti, diretor da Fóton, que tem sede em Brasília. O objetivo desse tipo serviço prestado pelos bancos, conta o executivo, é evitar fraudes, já que o correntista ou dono do cartão pode acompanhar cada lançamento. Entre os clientes da Fóton estão Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Para evitar que as informações bancárias sejam expostas no Facebook, Malagutti afirma que as mensagens são enviadas para uma área reservada, à qual apenas o usuário da conta tem acesso. “Além disso, não enviamos o número da conta ou do cartão inteiro, apenas os três últimos números e o valor da operação”, afirma.

A Caixa Econômica Federal, segundo fontes, será o primeiro banco a oferecer a opção de envio de mensagens por meio de redes sociais aos clientes. Os correntistas da instituição já contam com o encaminhamento de dados pelo Mybank por meio do MSN. Procurada por meio de sua assessoria de imprensa, a Caixa não confirma o novo negócio com a Fóton.

No mercado desde 1993, a Fóton tem 200 funcionários e faturou R$ 25 milhões no ano passado. Segundo Malagutti, esse faturamento foi 15% melhor que no exercício anterior. “Nossa maior conquista no ano passado foi que aumentamos em 5% o número de funcionários”, diz o executivo.

Malagutti conta que a nova aplicação do software levou cerca de três meses para ser desenvolvida. “Foi bastante rápido”, diz, lembrando que o que mais consumiu tempo e pesquisa dos especialistas foi a criação do conceito do produto e a viabilidade do envio de forma segura.

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