Finanças Pessoais

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Planeje suas despesas e evite novas dívidas

Quem resiste aos apelos de consumo e planeja as despesas mais pesadas, tem menos chances de se endividar

Carla Falcão, iG | 28/03/2011 05:40

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Consultores especializados em finanças pessoais dizem que há dois caminhos que levam às dívidas e à inadimplência: gastar mais do que se recebe ou gastar antes de receber. É claro que as exceções existem. Desemprego, doenças na família e acidentes muitas vezes são o estopim para o endividamento. Mas, a grande maioria dos endividados sofre com os excessos de consumo muitas vezes justificados pela máxima “Eu trabalho muito e mereço”.

Foto: Getty Images

Quem resiste aos apelos de consumo tem menos chances de se endividar

“Deve-se ter cuidado com essa postura. Em tese, todo mundo que trabalha merece ter aquilo que deseja. Mas, seja realista. Você pode arcar com a despesa que deseja fazer?”, afirma Ana Lidia Coutinho Galvão, coordenadora do curso de graduação em Economia Doméstica da Universidade Federal de Viçosa.

E não vale perguntar se você pode pagar o que deseja comprar. Com as facilidades de crédito disponíveis hoje, é possível pagar quase tudo. A questão é: você tem dinheiro para pagar? As pessoas precisam aprender que dívida não é somente a conta que está atrasada. É também o que está em andamento, diz o educador financeiro Álvaro Modernell.

Mesmo que não esteja inadimplente, o consumidor deve pensar duas vezes antes de assumir novas dívidas. Somadas, as pequenas prestações da televisão nova, da viagem de férias e das últimas compras no shopping podem tornar-se dívidas impagáveis.

A mesma análise se aplica aos tão populares empréstimos consignados, que provocam uma falsa sensação de aumento de renda. “Hoje, vemos pessoas comprando veículos muito mais caros que o permitido por seu padrão de renda. E, enquanto os juros elevam o preço, o valor de mercado do carro segue caindo, numa conta que tem tudo para não fechar”, afirma.

Por isso, não basta cortar as despesas e pagar as dívidas. É fundamental organizar o orçamento tendo em vista o que é necessidade e o que é supérfluo. Estima-se que mais de 70% de todas as compras que fazemos estão relacionadas a desejos de consumo. É justamente aí que há espaço para organizar as finanças, diz Modernell.



 

 

 

 

 

 

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