O que é melhor: financiar agora a compra da casa própria ou se contentar com o aluguel e juntar dinheiro para mais tarde financiar uma quantia menor e reduzir os desembolsos com juros? A resposta depende de vários fatores. De saída, é preciso verificar se as prestações do financiamento serão menores que o aluguel, de forma a permitir que a diferença seja investida. Em caso positivo, é a vez de analisar seu grau de disciplina para não gastar as reservas destinadas à aquisição da propriedade. “Quem não conseguir poupar acaba sem o imóvel e sem o dinheiro”, adverte Ricardo Humberto Rocha, professor de finanças da FIA (Fundação Instituto de Administração).
É importante também comparar o endereço do imóvel que seria comprado com o do alugado. “Muitas vezes, o aluguel possibilita melhor localização e traz economia nas despesas com o transporte, com o fim da necessidade de um segundo carro e dos gastos com sua manutenção, como seguro e IPVA”, afirma o especialista.
Ainda assim, nada garante que o aluguel será a melhor opção. “Tudo depende da trajetória dos juros e dos preços dos imóveis”, pondera Ricardo Almeida, professor de finanças do Insper. Trocando em miúdos: mesmo se vantajoso agora, o aluguel pode se tornar mau negócio caso o investimento destinado à compra da casa passe a render menos ou os preços de venda e dos aluguéis subam acima do previsto.
Por isso, antes de optar pela locação, Rocha recomenda a análise do potencial de valorização de imóveis na área de interesse – tarefa nem sempre fácil. “É difícil prever o comportamento futuro dos preços, mas, com base no passado, podemos dizer que quem postergou a compra nos últimos anos se arrependeu”, diz. Os números lhe dão razão. Do início de 2007 a setembro deste ano, por exemplo, os lançamentos residenciais paulistanos ficaram em média 53% mais caros, segundo dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio). No mesmo período, o rendimento acumulado da caderneta de poupança ficou em torno de 30%.
Também pesa a favor da compra a possibilidade de, conforme o caso, sacar recursos do FGTS, cujo rendimento – TR mais 3% ao ano – é metade da remuneração da caderneta de poupança e costuma perder até da inflação.
Em tempo: não só os aspectos financeiros ditam a decisão. É também preciso considerar fatores não apurados nas planilhas, como o grau da satisfação em viver na própria casa, adaptada aos gostos da família, sem risco de devolução após o vencimento do contrato de 30 meses.
Muito boa esta matéria valeu para tirar algumas duvidas, agora que pretendo adquirir minha casa própria , abrigado...
Responder comentário | Denunciar comentárioAcredito que nem sempre o brasileiro é disciplinado para poupar, mas se é para pensar no futuro, penso que é interessante poupar um pouco (uma entrada para aquisição) e financiar o restante, pois comprar é melhor que alugar, porque no momento você pode achar que alugará sempre uma casa novinha, mas não é o que acontece na prática (há muita especulação imobiliária), de repente você envelhece, se aposenta (se tiver um emprego fixo) por volta dos 68 anos, a renda diminui e não dá pra comprar nem remédios que dirá pagar aluguel, vai ter que depender dos filhos... Nâo sou derrotista, apenas tenho experiência, pois não foi fácil adquirir minha casa, tenho pensado em comprar outra, não pago aluguel e está difícil de poupar. Então não se pode perder tempo, poupar um pouquinho e comprar sua casa é a melhor opção.
Responder comentário | Denunciar comentárioEu prefiro alugar:
1. Perfil: solteiro com 45 anos dividindo moradia - a casa / apto fica sozinha, alguém sempre ajuda na manutenção;
2. Local: sempre perto do emprego (não gasto c/ gasolina, sem stress de trânsito;
3. Tipo de Atividade: no meu ramo é comum passar 1,5 a 2 anos em cada projeto, em diferentes cidades. Mudar de casa própria significa esforço (trabalheira) prá comprar / vender, ou pagar prá alguém te ajudar (corretor imobiliário)
4. Habilidade: não tenho facilidade para vender, na pressa perco dinheiro.
5. Oportunidade: quando se está procurando, acabamos achando o que nos é necessário.
Mas entendo que o melhor para mim pode não ser o melhor para meu vizinho...
É aí que os diferrentes se complementam.
Basta seguir a seguinte linha de raciocínio:quando se paga aluguel após um certo período,que seja vinte anos você terá pago o equivalente ao valor da sua casa porém por ser aluguel você continuará não tendo o que é seu e contnuará a mercê do mercado e a não ser que seja funcionário público quem é que garante que você terá sempre o seu salário garantido mesmo depois dos 40.Como diria um famoso jornalista brasileiro: "Esse assunto é para pensar no travesseiro."
Responder comentário | Denunciar comentárioMinha opiniao.
Nao conheco historia de quem tenha se dado mal por ter preferido a compra ao aluguel. O ritimo de valorizaçao dos imoveis hoje sao superiores aos juros cobrados nos financiamentos da CEF. Hoje, sem duvida aluguel, apesar de caro, esta muito abaixo do valor de uma prestaçao o que inviabiliza comprar para alugar, mas quem tiver disponibilidade, compre e alugue pois o aluguel recebido sera renda disponivel, sendo que a valorizaçao ficara agregada ao imovel.
Compre pequeno. Compre algo barato e que possa pagar em 5 anos mesmo sendo prestações maiores. Comprei minha casa e paguei em 4 anos. Penei muito para pagar as prestações altas. Mas a casa valorizou 100 % devido a localização. O seu primeiro imovel nao precisa ser o dos sonhos. Compre 1 mais acessivel depois troque por outra se quiser.
Nunca achei vantagem alugar se tem a change de comprar.
Creio eu que a melhor opção para quem tem um negócio proprio e este necessite mesmo que esporádicamente algum investimento, seja qual for a ocasião, o melhor é a locação, pois é mais barato e tem sim flexibilidade, pois podemos optar por imóvel mais barato com menor burocracia ficando a renda menos comprometida. Claro que a diciplina é indispensável em qualquer caso.
Responder comentário | Denunciar comentárioNinguém coloca na ponta do lápis os custos com mudânças? sem falar no que acontece com os móveis!!! E a quantidade de carnês por comprar guarda-roupas novos que esfarelou na última mudânça ou mesmo não cabe na parede da nova casa alugada? E os "fura fura" de paredes? Tendo que olhar para aquela sempre cara emburrada do proprietário!!!! Na minha casa faço o que eu quero. e por aí vai... Afffff pessoal claro que comprar o imóvel a vantagem é MUITO MAIOR!!!!
Responder comentário | Denunciar comentárioCaro Fabiano,
Sua realidade é bem diferente da maioria das pessoas, possui uma ótima renda familiar e ainda tem controle nos gastos.
Estou pensando em encarar um financiamento, mas apesar de toda a facilidade que temos atualmente, tudo está mais difícil, porque apesar do governo ter facilitado a liberação de crédito, os proprietários de casas e terrenos inflacionaram seus bens, chegando a aumentar mais de 100% do que era há dois anos.
No meu modo de ver isso devia ser acompanhado mais de perto pelos governantes, afim de evitar esse tipo de abuso. De que adianta ser mais rápido, menos buracrático, mas os sacanas colocam os preços lá em cima.
Eis questão que foi o tema da reportagem e que não foi muito bem esclarecida comprar ou alugar um imóvel?
Penso que comprar seja a melhor escolha quando o comprador tem uma boa quantia economizada para dar de entrada em seu imóvel diminuindo assim o número da parcelas do financiamento e consequentemente os juros. E finalmente pra quem não conseguiu economizar uma boa quantia de entrada a opção é infelizmente pagar aluguel.
Outra opção seria se o governo facilitasse um pouco mais os financiamentos de imóveis para as classes menos favorecidas.
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