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Como reformar seu imóvel sem traumas

Sai mais barato, mas é preciso cuidado para não estourar o orçamento

Carin Homonnay Petti, especial para o iG | 19/01/2011 05:30

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Foto: AE Ampliar

Reforma de imóvel pode ser opção econômica

Seja por economia ou capricho estético, muita gente opta por comprar um imóvel usado para reformar em vez de pagar por um novo. E não sem motivo. Segundo o economista-chefe do Secovi – SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), Celso Petrucci, os novos costumam custar de 25% a 50% a mais que os usados. A diferença pode ser suficiente para cobrir as despesas com obras, muitas vezes até com sobra. Mas a repaginação também tem seu lado B: estouros no orçamento, problemas na entrega de material, atrasos e serviços mal feitos. Pior: em meio à poeira, podem não faltar motivos para incontáveis brigas conjugais.

Para evitar – ou pelo menos minimizar – a dor de cabeça, confira as dicas do escritório Szabó e Oliveira Arquitetura:

- Não compre material ou inicie as obras antes de ter finalizado o projeto e orçamento. Fuja também da tentação de pedir mudanças de última hora. “Quem começa a quebradeira sem projeto definido ou muda de ideia no meio do caminho corre o risco de ficar sem dinheiro para terminar a reforma”, adverte o arquiteto Fernando Oliveira.

- Na busca de harmonia visual, planeje de uma vez só a compra de todo material para que, por exemplo, o piso da cozinha não destoe do da área de serviço.

 

- Peça indicações de conhecidos para escolha dos profissionais envolvidos, como arquitetos, empreiteiros ou pedreiros. Não só: visite obras realizadas . Afinal, o padrão de qualidade de seus amigos pode ser diferente do seu.

- Na contratação de mão de obra, compare pelo menos três orçamentos para se interar melhor dos preços do mercado.

- Na comparação de preços de materiais e mão de obra peça informações sobre formas de pagamento, juros cobrados nas compras a prazo, descontos para preço à vista, prazo de entrega e existência de cobrança pelo frete.

- Pague os serviços por etapas, à medida em que a obra avance conforme o cronograma estipulado. “Nunca, em hipótese nenhuma, faça o pagamento antes de verificar que o trabalho previsto foi concluído conforme o combinado”, alerta Oliveira.

- Tenha em mente que, mesmo com bom planejamento, gastos imprevistos podem ocorrer. Problemas no encanamento, por exemplo, às vezes só são identificados depois de quebradas as paredes. Por isso, sempre que possível, previna-se com uma folga de 30% no orçamento – ou pelo menos pense em formas de conseguir o dinheiro extra em caso de necessidade.

- Evite comprar móveis novos no início da obra. Ao adiar os gastos com decoração, você ganha reserva de caixa para despesas inesperadas.

- Ao comprar produtos fora de linha, geralmente mais baratos, lembre-se de que pode ser difícil encontrar material para reposição. Por isso, sobretudo no caso de pisos e azulejos, vale a pena levar um pouco a mais e formar um estoque para eventuais necessidades.

Veja outras matérias relacionadas no Especial Casa Própria.

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