Feirão da Caixa em São Paulo tem fila por imóveis mais baratos

Expectativa da Caixa é superar os R$ 2 bilhões em volume de negócios atingidos em 2011

Thatiane Faria Barroso, especial para o iG |

Thatiane Faria Barroso
A personal trainer, Alline Valéria, procura um imóvel novo, de até R$ 170 mil, nas zonas Sul ou Oeste da capital paulista
O 8º Feirão Caixa da Casa Própria começou na sexta-feira em São Paulo com a expectativa de superar os R$ 2 bilhões em volume de negócios atingidos em 2011, de acordo com informações da Caixa Econômica Federal.

Nestes três dias do evento, que vai até domingo, cerca de 60 mil pessoas devem passar pelos estandes montados no Centro de Exposições Imigrantes. A maioria dos visitantes faz parte da classe C, grupo responsável por 70% dos financiamentos fechados durante o evento, segundo o vice-presidente de governo da Caixa, José Urbano Duarte.

Feirão da Caixa oferece mais de 200 mil imóveis em São Paulo

De acordo com ele, o perfil das pessoas que estão passando pelo Feirão este ano – considerando que o evento já ocorreu nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Rio de Janeiro – é de quem já está mais decidido comprar. Ele conta que apesar do volume de visitantes nestas cinco capitais ter sido menor que o esperado, atingindo 200 mil pessoas, o volume de negócios foi 15% maior em relação a 2011.

Na capital paulista, a abordagem aos possíveis compradores de imóveis já era visível desde o trajeto entre a estação do metrô Jabaquara e as vans que levavam os visitantes ao local do evento. Promessas de taxas de juros próximas de zero e consórcios em que “a pessoa mais azarada é contemplada em, no máximo, quatro anos” já eram ouvidas antes mesmo de se chegar ao destino final.

E a batalha por clientes não parava por aí. Dentro do pavilhão, dezenas de estandes anunciavam seus imóveis e preços em enormes cartazes em meio a bexigas e atendentes elegantes entregando panfletos e atraindo os potenciais compradores para uma conversa sobre “o que você procura?”.

Mas isso tudo era quase o básico oferecido pelas empresas participantes do evento. Carrinho com pipoca grátis, balas, guloseimas, entrega de brindes e bonecos dançantes também eram usados como chamarizes aos estandes.

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Atraída por essa centralização de ofertas e oportunidades, a personal trainer de 28 anos, Alline Valéria, foi em busca do seu primeiro imóvel, após decidir mudar-se da casa da mãe. “Já estou procurando desde o começo do ano um apartamento de um dormitório, só para mim”, conta Alline. Ela quer um imóvel novo, de até R$ 170 mil, nas zonas Sul ou Oeste, para poder decorar como quiser.

Após algumas pesquisas, uma das reclamações da personal trainer foi a falta de vaga para veículos em diversos imóveis com esse perfil que ela procura. Quando se trata de área de lazer, ela não faz muitas exigências, no entanto não abre mão de uma academia.

Alline garante que está bem informada sobre o mercado imobiliário e os custos envolvidos na compra da casa própria, incluindo gastos com reforma e decoração. A ideia é dar uma entrada e financiar o restante com o banco onde já é correntista há algum tempo, para tentar garantir melhores condições no pagamento.

Thatiane Faria Barroso
Pessoas interessadas em adquirir imóveis circulam pelos corredores do Feirão da Caixa em São Paulo

Já o casal Natália e Fernando Reis, de 25 e 27 anos, respectivamente, mora há três anos em um imóvel alugado e procura um apartamento um pouco maior, “de dois ou até três dormitórios, se for possível”, afirma a dona de casa. Além disso, querem uma opção com área de lazer agradável para que os dois filhos pequenos possam brincar.

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Eles explicam que casaram na pressa e acabaram alugando um lugar para morar, mas estão dispostos a pagar até o dobro do valor do aluguel em prestações no financiamento do primeiro imóvel próprio.

O casal está pesquisando opções no mercado há cerca de um ano e veio para fechar negócio, se encontrarem uma boa oportunidade na Zona Leste da cidade. Pretendem usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar na compra do apartamento e ainda possuem uma reserva para montar a casa nova. “Sabe como é mulher”, brinca Natália.

Eles já fizeram simulações de financiamentos e disseram ter encontrado “muita roubada por aí”, por isso vieram preparados para negociar, com informações de taxas referentes ao perfil deles, que se encaixa dentro do programa "Minha Casa Minha Vida", de imóveis até R$ 170 mil.

Os dois foram ao estande da Living Construtora pois já conheciam a empresa, cujo foco no evento é a oferta de imóveis de 2 ou 3 dormitórios com valores entre R$ 140 mil a R$ 250 mil, para clientes com renda aproximada de 10 salários mínimos.

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De acordo com o gerente de marketing da Living, Leonardo Garcia, normalmente os contratos não são fechados na própria feira, porém é um “celeiro de negócios”, garante. Ele afirma que, às vezes, uma pessoa que passou pelo estande da empresa, os procura até 2 meses depois.

Trabalhando com o mesmo perfil de clientes, a Cury Construtora também tinha fila no primeiro dia do Feirão, com anúncios de descontos que chegavam a R$ 20 mil, se o contrato fosse fechado no próprio evento. A ideia da empresa é fazer com que o cliente finalize o negócio ali mesmo, explica o diretor de marketing, André Camargo.

Thatiane Faria Barroso
Filas em frente aos estandes no Feirão da Caixa em SP: expectativa de 60 mil pessoas no evento

“Temos até carros para levar os clientes ao empreendimento e trazê-los de volta”, conta Camargo.
Na fila da Cury, o casal Carolina e Cléber, prestes a casar, também buscava o primeiro imóvel. A preferência é por um apartamento de dois dormitórios, de até R$ 170 mil, na região de Guarulhos ou Zona Leste de São Paulo.

Eles chegaram ao estande da Cury justamente pelo anúncio de preços. O valor e a localização são as principais exigências do casal, que também veio com intenção de sair do evento já com a casa própria encaminhada.

Outro comprador, mais focado na pesquisa por enquanto, é Sérgio Henrique dos Santos, funcionário público de 47 anos, que procura uma casa de dois dormitórios na região do ABC. Ele acabou de transferir a conta salário dele do Banco do Brasil para a Caixa para ver se consegue um financiamento de 100% do valor do imóvel.

Sérgio mora com a mãe e diz pagar aluguel há 30 anos, até que resolveu tentar mudar esse cenário. Por isso, procurou a construtora Tenda, que possui imóveis com valores a partir de R$ 94 mil, além de anunciar financiamento com parcelas de R$ 299 no estande, cuja fila era uma das maiores na manhã de sexta-feira (18).

“Para a minha realidade, parece que esta é uma boa opção”, avalia Sérgio.
Segundo o vice-presidente da Caixa, pessoas sozinhas, como Sérgio e Alline, estão em maior quantidade na sexta-feira. Já no sábado, o Feirão fica mais cheio, pois a família toda vai ao local. “E comprar uma casa é uma decisão familiar”, complementa o executivo.

Além de São Paulo, Curitiba e Fortaleza também recebem o Feirão entre sexta-feira e domingo. Confira aqui o calendário do evento.

Serviço:

Horário do Feirão: Sexta e Sábado - das 10h às 21h; Domingo, das 9h às 18h.

São Paulo

Centro de Exposições Imigrantes - Rodovia dos Imigrantes, quilômetro 1,5. A 850 metros do metrô Jabaquara. Haverá micro-ônibus gratuitos saindo da estação em direção ao Feirão.

Fortaleza

Centro de Convenções - Avenida Washington Soares, 1.141.

Curitiba

Marumby Expo Center - Avenida Presidente Wenceslau Braz, 1.046.


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