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Brasileiro desperta para a previdência e indústria se adapta

Segmentação inclui planos exclusivos para mulheres ou para o pagamento da faculdade; setor prevê R$ 1 trilhão aplicados em 2020

Aline Cury Zampieri, iG São Paulo |

O executivo Alexandre Casseb precisou se aproximar dos 40 anos e ter dinheiro extra na conta para pensar em aposentadoria privada. Com 39 anos, o coordenador da Rodobens em São José do Rio Preto (SP) tem esposa e uma filha de oito anos, mas só se interessou por começar seu primeiro plano há um ano e meio. “Vendi meu apartamento e decidi aplicar o dinheiro, então optei por um plano VBGL arrojado”, conta.

Mas a ideia de Casseb, apesar de ter decidido entrar na previdência privada aberta, não era usar os recursos na aposentadoria, e sim investir para comprar um imóvel ou comércio. Como não pretendia deixar os recursos aplicados por muito tempo e a Bovespa começou a cair, o executivo ficou desconfortável com sua opção de risco e decidiu migrar para um plano conservador.

O uso gerou o costume e, depois da primeira investida, ele resolveu fazer mais um plano, moderado, e em outra instituição financeira, dessa vez para se aposentar. Decidiu quanto pagar por mês e quando quer começar a receber os recursos, aos 55 anos. E fez um plano para a mulher. “Minha geração vai receber muito pouco dinheiro da previdência social do governo. Precisamos de outras opções”, diz.

Casseb ilustra bem o perfil do brasileiro quando o assunto é aposentadoria extra. Poucos são os que pensam no assunto antes dos 30 anos e muitos, num primeiro contato, acabam usando os produtos mais para investir do que para garantir renda na velhice. Mas a estabilidade da economia e a maior capacidade de poupança estão trazendo cada vez mais clientes para os planos de bancos e corretoras.

Mercado em expansão

Divulgação
Indústria está buscando diversificação, diz Angelo
E a indústria está de olho nos potenciais usuários, como o executivo do interior de São Paulo, e trabalha para deixar seus produtos cada vez mais personalizados e sofisticados. “É um mercado novo no Brasil, com crescimento exponencial. Para atendê-lo, a indústria está buscando diversificação, com a criação de novas linhas de produtos”, afirma João Batista Mendes Angelo, superintendente de produtos da Brasilprev, a maior do País, com R$ 927 milhões em contribuições em junho.

Ele acredita que a cultura de investimento do brasileiro mudará e, em 20 anos, o número de clientes especializados será muito maior. A variedade da clientela passa por diferenças de propensão a risco, renda e até gênero. “Quem tem filho tem um perfil, o assalariado tem outro e a mulher outro”, conta Alessandro Andrade, Superintendente Executivo de Previdência do Santander. Entre os produtos de previdência oferecidos pelo banco estão uma opção só para mulheres, uma que garante 13 rendas por ano e outra com foco em educação, para pagamento da faculdade dos filhos, por exemplo.

O mercado de previdência privada, que conta com 101 mil pessoas beneficiadas pelas coberturas de aposentadoria, pensão e pecúlio, cresceu 18% no primeiro semestre de 2010, quando somou uma arrecadação de R$ 19,8 bilhões. No mesmo período do ano passado, foram R$ 16,8 bilhões, segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

“O mercado de previdência privada vem crescendo a uma taxa de dois dígitos ao ano e estimamos que o patrimônio alocado supere R$ 1 trilhão em 2020”, diz  Atualmente, o patrimônio total da indústria está em R$ 200 bilhões.

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