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Finanças Pessoais
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Aos 35 anos, o momento é de proteger o patrimônio

Equilíbrio entre investimentos arriscados e seguros é a sugestão de consultores para ter rentabilidade e segurança

Olívia Alonso, iG São Paulo

Mais contas a pagar, uma família a sustentar, pouco tempo para analisar cada modalidade de investimento. Essa é a situação de muitos brasileiros em torno dos 35 anos. O momento é de “buscar alternativas para proteger o patrimônio”, diz André Saito, professor de Finanças da FIA. Ao contrário do jovem de 25 anos, arriscar todo o investimento em renda variável deixa de ser interessante, por não garantir a segurança que as responsabilidades e compromissos exigem. A indicação de consultores é uma mistura de renda fixa e renda variável.

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Muitas vezes é preciso um esforço maior para cortar gastos e, em alguns casos, diminuir o padrão de vida
Títulos públicos, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e debêntures (títulos emitidos por empresas para captar recursos) são oportunidades de renda fixa e devem dividir o palco com a renda variável. O consultor financeiro Mauro Calil, do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, sugere aplicar metade dos recursos em cada tipo de investimento. Supondo que o primeiro aporte seja de R$ 10 mil, a regra é destinar R$ 5 mil para ações e os outros R$ 5 mil para renda fixa. O objetivo, mês a mês, é equilibrar os dois lados.

Por exemplo, caso a bolsa caia o equivalente a uma perda de R$ 500, no mês seguinte a aplicação – de R$ 1 mil, por exemplo – deve ser destinada integralmente à renda variável. “Essa regra faz com que o poupador compre na baixa e venda na alta”, diz Calil. Em longo prazo, essa técnica “potencializa a carteira”, afirma.

Acima da sugerida divisão de investimentos, o fundamental é ter disciplina, alertam os consultores. “Muitas vezes é preciso um esforço maior para cortar gastos e, em alguns casos, diminuir o padrão de vida”, acrescenta o consultor financeiro.

No entanto, se uma pessoa tem 35 anos e poucos compromissos financeiros no orçamento mensal, pode assumir mais riscos e destinar uma fatia maior do portifolio à bolsa de valores. Lembrando que, quando possui ações, o investidor recebe também dividendos (parcela do lucro da empresa, que é distribuída aos acionistas). No longo prazo, esses pequenos valores resultam em um adicional significativo ao patrimônio. Ainda assim, é recomendado ter ao menos uma porção do capital aplicado em outras modalidades e elevar a participação da renda fixa conforme o tempo passa.


 

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