Conteúdo feito e sob responsabilidade do jornalista Ignacio Aglietti*

45% dos créditos solicitados no Rio de Janeiro são para empreendimentos ou companhias
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45% dos créditos solicitados no Rio de Janeiro são para empreendimentos ou companhias

Dados refletem que a principal demanda por empréstimos vem do setor das empresas e empreendimentos. A situação econômica parece acrescentar essa procura para manter as fontes de emprego em pé. Confira.

De acordo com um levantamento feito pela fintech Provu, especializada em meios de pagamento e empréstimo pessoal , apenas no Rio de Janeiro, do total dos pedidos por algum tipo de crédito no mês de junho, 45,6% foram feitas com o objetivo de investir numa empresa já existente ou começar um empreendimento próprio.

Além desse percentual ser importante, um dado que chama a atenção é o fato de que, se comparado com o mesmo período de 2021, as solicitações por ajuda financeira para empreendedores  cresceram 20%.

Na verdade, essa não é a melhor época para procurar por algum tipo de crédito, principalmente porque os custos de devolução do dinheiro emprestado estão elevadíssimos. Isto é devido à decisão política de continuar elevando a Taxa Selic , que este mês passou para 13,75% atingindo o seu maior patamar dos últimos seis anos.

A alteração da Selic, ou taxa básica de juros, foi disposta pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) como um mecanismo para tentar por mais um freio na inflação que, de acordo com dados do IBGE, já registra um acumulado de 10,07% nos últimos 12 meses. 

Ainda que a medida possa ajudar nesse sentido, também é verdade que ela pode acabar prejudicando muitos empreendedores que precisam de auxílio financeiro para manter os seus negócios em pé. O incremento da Selic, nesse sentido, faz com que os juros oferecidos pelos bancos se acrescentem diminuindo as possibilidades de obter créditos com boas condições de contratação.

Então, se o cenário não é conveniente para contrair um crédito mas, mesmo assim, um incremento nos pedidos é observado, isso estaria indicando uma situação de precariedade por parte das empresas e empreendimentos  que estão à procura por fundos do jeito que for para evitar o seu fechamento.

A situação dos empreendimentos no Brasil

Banco Central
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Acontece que, desde a chegada da pandemia, as condições para a maioria dos negócios do Brasil não estão sendo favoráveis. Segundo dados fornecidos pelo próprio Ministério da Economia, apenas no primeiro quadrimestre de 2022 mais de meio milhão de empresas fecharam as suas portas no país. Mais especificamente, 541.884 empreendimentos foram fechados nos primeiros quatro meses.

O perfil das empresas do Brasil também é interessante. Do total das empresas nacionais, 99% são micro e pequenas empresas (MPEs). Elas geram 62% das fontes de emprego e 27% do Produto Interno Bruto (PIB).

Levando em conta que as pequenas empresas são as mais prejudicadas, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou mais uma edição do seu Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC) que inclui créditos para MEIs (microempreendedores individuais), microempresas, pequenas e médias empresas.

A boa notícia é que, os bancos que operam essa linha de crédito, deverão limitar a taxa de juros média a 1,75% ao mês, melhorando as condições de contratação.

* Conteúdo não produzido pelo portal iG

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