Paris, 8 out (EFE) - O primeiro-ministro francês, François Fillon, anunciou hoje a criação de uma estrutura jurídica estatal encarregada de intervir financeiramente para ajudar o setor bancário, sobre a base da que já existe para o controle da participação pública no Dexia. O Governo solicitará, com uma emenda ao projeto de lei de orçamentos, a garantia explícita do Estado para que essa estrutura disponha dos capitais necessários que poderiam fazer falta em futuras intervenções, disse Fillon, em um debate na Assembléia Nacional sobre a crise financeira. O primeiro-ministro destacou que esse dispositivo será constituído a partir da participação que o Estado francês passou a ter no grupo franco-belga Dexia, em virtude do plano de resgate elaborado na semana passada com as autoridades belgas e luxemburguesas. Diante das dificuldades do Dexia, os Governos da França, Bélgica e Luxemburgo acertaram um plano de capitalização para o Dexia no valor de 6,4 bilhões de euros, dos quais o Estado francês fornece 3 bilhões. No final, a França controla 25% da entidade financeira, o que constitui uma minoria de bloqueio. O primeiro-ministro francês explicou que será estudado se é pertinente uma intervenção se um banco está em dificuldades, e, nesse caso, o Governo poderia adquirir uma parte do capital, mas só com caráter temporário, já que o Estado não tem vocação de ser acionista. Ele considerou que a decisão coordenada dos principais bancos centrais do mu...

) que esperávamos com muita impaciência".

Fillon, que destacou que a "Europa se verá bastante afetada pela desaceleração, assim como a França também", criticou os paraísos fiscais e os fundos especulativos que "colocaram uma grande pressão sobre os atores" financeiros.

Nessa linha, justificou a convocação de uma reunião excepcional do Grupo dos Oito (G8, sete nações mais industrializadas do mundo e a Rússia), ampliado ao G14 (com os países emergentes), para reformar o sistema financeiro mundial, e insistiu em que a globalização exige "responsabilidade".

"O mandato do FMI (Fundo Monetário Internacional) deverá ser reforçado" para que disponha "de um verdadeiro sistema de alarme precoce" de crise, argumentou. EFE ac/db

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