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Filial brasileira ainda ajuda a Fiat a ter lucros

SÃO PAULO - Os resultados positivos no mercado brasileiro ajudaram a Fiat a compensar as perdas na Europa Ocidental, segundo o comunicado que o grupo italiano emitiu para os acionistas na divulgação do resultado financeiro do terceiro trimestre ontem. Esta pode ter sido a última grande contribuição da operação brasileira nas finanças da matriz, já que, a partir de agora, também o mercado brasileiro tende a apresentar impactos da crise.

Valor Online |

Na Europa, Renault e Daimler reduziram expectativas de lucros diante da queda de vendas.

O balanço total do grupo Fiat no terceiro trimestre mostrou receita de 14,3 bilhões de euros, com crescimento de 3,2% sobre igual período do ano anterior. Apesar da queda do mercado de automóveis na Europa Ocidental, o lucro líquido ficou em 468 milhões de euros, 3,1% acima do mesmo período de 2007.

A divisão de automóveis do grupo Fiat registrou, no terceiro trimestre, receita de 6,6 bilhões de euros, uma alta de 1,9% em relação ao terceiro trimestre de 2007, apesar de o volume de veículos vendidos - 516,7 mil unidades - ter apresentado uma queda de 4,8%. Segundo o relatório da companhia, " o contínuo crescimento dos volumes no Brasil (aumento de 10,2%) compensou substancialmente as menores vendas na Europa Ocidental (queda de 12%).

A participação da marca no Brasil, onde a empresa é líder, ficou em 24,8%. O índice caiu 1,8 ponto percentual na comparação com igual período do ano passado. Segundo a empresa, isso se deve à alta concorrência no mercado brasileiro. A fatia de mercado da Fiat no mercado europeu é de 7,8%. Mas, no terceiro trimestre, a empresa registrou queda de vendas em grandes mercados da Europa. O declínio chegou a 11,7% no país de origem da empresa, a Itália, e ficou em 32,5% na Espanha e 18,8% no Reino Unido.

No acumulado até setembro, o faturamento do grupo Fiat somou 46,3 bilhões de euros, um aumento de 8,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido acumulado em 2008 é de 1,541 bilhão de euros, 5,8% acima do obtido no mesmo período de 2007. A empresa prevê uma queda de até 85% nos lucros em 2009 se a demanda cair 20% . Esse seria o pior cenário se a crise de crédito continuar a reduzir a demanda por veículos.

A filial brasileira concedeu férias coletivas de 10 a 20 dias para 1,7 mil empregados (cerca de 13% do efetivo direto). A direção da montadora no Brasil não vinculou a parada à crise.

Na Europa, a alemã Daimler informou ontem a perda líquida de 351 milhões de euros por sua participação de 19,9% no resultado do segundo trimestre de 2008 da Chrysler . A perda líquida da Chrysler Holding LLC foi de 88 milhões de euros, dos quais uma perda de 76 milhões de euros é atribuída ao negócio automotivo da Chrysler LLC.

A Renault, o segundo maior fabricante de veículos da França, cortou suas metas de vendas e de lucros depois de uma queda de 2,2% na receita do terceiro trimestre. As ações da companhia caíram 7,2%. A empresa previu uma margem operacional de 3%, menor que a meta inicial de 4,5%.

O chefe de vendas da companhia, Patrick Blain, disse que o crescimento dos mercados emergentes também está mais lento do que havia sido previsto.

(Marli Olmos | Valor Econômico, com agências internacionais)

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