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Fiesp vai aprimorar indicador que mede uso da capacidade instalada

SÃO PAULO - A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) está preparando uma nova versão de sua pesquisa sobre a utilização da capacidade produtiva das fábricas paulistas. Hoje, o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da entidade, Paulo Francini, admitiu que o número apresentado mensalmente está inadequado e informou que um novo estudo deve começar a ser divulgado somente em 2009.

Valor Online |

Segundo ele, o descompasso reside no fato de que a real capacidade produtiva das indústrias é de difícil mensuração. O executivo explicou que a capacidade deve contemplar o funcionamento da unidade em carga máxima, sem gargalos, com o maior número de turnos e de horas extras possível, o que não acontece. Quem está trabalhando com um turno não pode dizer que utiliza 87% da capacidade instalada, exemplificou.

Para se ter uma idéia da distorção, durante o mês de julho o uso da capacidade informado pela Fiesp marcou 84%, uma alta de 1,3 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, Francini estima que o índice real não passaria dos 70% se considerada a capacidade efetiva das fábricas paulistas.

Diante dos questionamentos que ligam o aumento do uso da capacidade às pressões inflacionárias, a Fiesp vem insistindo que considera os níveis atuais razoáveis, em direção contrária ao que diz o mercado, que os avalia como elevado.

O uso da capacidade é uma das variáveis que compõem o Indicador de Nível de Atividade (INA), divulgado todo mês pela entidade. Também entram na conta as vendas da indústria, os salários pagos e as horas trabalhadas na produção. Segundo Francini, a medição da utilização de capacidade é a única que apresenta problemas. Somente este indicador tem certo grau de subjetividade, disse o executivo, referindo-se ao modo como as empresas respondem o questionário da Fiesp sobre as operações mensais.

Francini admitiu que a Fiesp está ciente das imperfeições do indicador, porém fez questão de frisar que, mesmo incorreto, o número possibilita a observação das tendências de crescimento ou queda na utilização da capacidade. Consideramos a avaliação, apesar de sabermos que o número não está adequado.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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