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O diretor do Departamento de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, afirmou hoje que a indústria paulista deve criar 120 mil postos de trabalho em 2010, o que indicará uma expansão de 5% na comparação com o ano passado

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O diretor do Departamento de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, afirmou hoje que a indústria paulista deve criar 120 mil postos de trabalho em 2010, o que indicará uma expansão de 5% na comparação com o ano passado. Se confirmado, este será o melhor resultado para a geração de empregos no setor desde 2005.

"Esse é um bom desempenho, dadas as dificuldades registradas com a economia nacional em função da crise internacional em 2009", disse. No ano passado, com a retração de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a atividade no País caiu significativamente, o que fez com que o setor manufatureiro do Estado registrasse uma retração de 4,5% nas vagas de emprego.

No entanto, o diretor da Fiesp ressaltou que ainda faltam ao redor de 16 mil postos de trabalho para serem gerados, a fim de recuperar o patamar de emprego que a indústria paulista registrava antes do estopim da crise, em setembro de 2008. "Não acreditamos que esse nível de emprego pré-crise seja recuperado ainda neste ano, pois isso deve ocorrer apenas no próximo (ano)", avaliou.

No acumulado de 2010 até setembro, a indústria registrou um total de 193,5 mil postos de trabalho criados. Contudo, ao longo dos próximos meses, Francini avalia que ocorrerá uma redução do estoque de postos de trabalho criados, por conta, basicamente, de fatores sazonais. Ele mencionou que cerca de 45 mil empregos gerados até o mês passado pela indústria que produz açúcar e álcool devem ser eliminados até dezembro deste ano. Segundo Francini, a Fiesp espera que sejam criados 100 mil empregos na indústria paulista em 2011, o que significaria uma alta de 3,9% do nível de emprego ante 2010.

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