O Indicador de Nível de Atividade (INA), calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mostra que a indústria praticamente zerou as perdas provocadas pela crise financeira internacional. De acordo com a entidade, o INA atingiu em fevereiro de 2010 o maior nível desde outubro de 2008 e está apenas 2,6% abaixo do registrado em setembro de 2008, mês que marcou o início da turbulência internacional que abalou a produção da indústria.

O Indicador de Nível de Atividade (INA), calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mostra que a indústria praticamente zerou as perdas provocadas pela crise financeira internacional. De acordo com a entidade, o INA atingiu em fevereiro de 2010 o maior nível desde outubro de 2008 e está apenas 2,6% abaixo do registrado em setembro de 2008, mês que marcou o início da turbulência internacional que abalou a produção da indústria. Segundo o levantamento da Fiesp, seis dos dezessete setores pesquisados não só eliminaram as perdas como já operam com nível superior ao observado em setembro de 2008. É o caso da fabricação de Produtos Químicos, cujo nível de atividade cresceu em fevereiro deste ano 10,4% em relação a setembro de 2008; Alimentos e Bebidas (12,5%); Outros Equipamentos de Transporte (11,8%); Celulose, Papel e Produto de Papel (7,3%); Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (7,3%) e Móveis e Indústrias Diversas (2,6%). Segundo o diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas da Fiesp, Paulo Francini, esses dados confirmam uma trajetória vigorosa de recuperação da indústria, tendência que deve prosseguir nos próximos meses. <b>Máquinas e Equipamentos</b> Francini destacou que o setor de Máquinas e Equipamentos está com resultado muito inferior ao observado em setembro de 2008 (-8,6%), bem como está apresentando um ritmo importante de recuperação. Esse setor, termômetro para investimentos na capacidade produtiva da indústria, foi o que mais sofreu no período de crise econômica, mas já está avançando a taxas superiores a outros setores. Em fevereiro de 2010, o nível de atividade do setor de máquinas e equipamentos avançou 0,5% com ajuste sazonal. Mas na comparação com fevereiro de 2009, a expansão foi de 40,9%. Para se ter uma ideia, somente no primeiro bimestre do ano, na série sem ajuste sazonal, a expansão foi de 36,3% ante igual período de 2009. Ainda assim, no acumulado dos últimos doze meses, o nível de atividade continua registrando queda de 14,1%. "O setor de Máquinas e Equipamentos carrega o ônus de ter sofrido a queda mais forte da indústria, mas agora tem a recuperação a taxas mais fortes", destaca. Outra observação positiva feita pela Fiesp é que há sinais de recuperação das exportações do setor industrial, o que vai contribuir para a reabilitação industrial ao longo do ano. Como exemplo, ele citou a indústria automobilística. A Fiesp prevê que a exportação de produtos manufaturados este ano cresça 21%, em nível nacional, em relação a 2009. No ano passado, por causa da contração do mercado internacional, as exportações caíram quase 27%. "Se a atividade externa da indústria de São Paulo foi um fator negativo em 2009, ela deve ser em 2010 um ponto positivo", afirma Francini.
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.