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Fiesp: expectativas de empresários são as piores desde junho/06

As expectativas dos empresários paulistas nunca estiveram tão deterioradas como na primeira quinzena de dezembro. O sensor Fiesp ficou em 34,2 pontos nos primeiros quinze dias deste mês, o pior resultado da série histórica da pesquisa iniciada em junho de 2006.

Agência Estado |

Foi também a primeira vez que o sensor ficou abaixo dos 40 pontos. O indicador varia de 0 a 100 pontos, sendo que números acima de 50 indicam otimismo e notas abaixo desse patamar demonstram expectativas negativas.

Todos os itens que compõem o sensor apresentaram reduções. O nível relacionado às expectativas em relação ao mercado em que as empresas atuam ficou em 33 pontos. Em relação às expectativas para os estoques, o nível estava em 34,5 pontos. Investimentos ficaram com 32,6 pontos. O melhor resultado entre os itens ficou com o emprego, com 41,4, e o pior, com vendas, com 29,6 pontos.

A Fiesp perguntou também aos empresários como avaliavam o acesso ao crédito no período. Para 64% ele ficou mais difícil; para 9%, muito mais difícil e para 27%, igual. O custo do crédito subiu para 82% dos consultados; para 14%, ficou muito mais caro e para 5% permaneceu igual. Na primeira quinzena de novembro, 50% responderam que o acesso ao crédito estava mais difícil, enquanto para 56%, o custo esta mais elevado.

Emprego

O nível de emprego da indústria paulista caiu 0,19% em novembro ante outubro, com ajustes sazonais, segundo a Fiesp. Sem ajuste, o indicador registrou queda de 1,46%, o segundo pior para meses de outubro desde 2003. A queda mais, acima apenas da diminuição de 1,63% em novembro de 2006, ante outubro do mesmo ano.

A indústria dispensou 34 mil trabalhadores no mês passado, ante uma redução de 10 mil vagas em outubro. Na comparação com novembro de 2007, o emprego teve alta de 2,16%, com a criação de 47 mil novas vagas. De janeiro a novembro, o indicador acumula expansão de 5,66%, o que significou a criação de 123 mil postos de trabalho.

Dos 21 setores que compõem o levantamento da indústria, 14 demitiram, 5 contrataram e 2 mantiveram seus quadros estáveis. O
setor que mais demitiu foi o de calçados e couro, seguido por borracha e plástico e produtos de metal. Máquinas de escritório e
equipamentos de informática; produtos químicos; indústria do álcool; papel e celulose e o segmento nomeado "outros equipamentos de transporte" contrataram no mês passado.

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