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Fiesp evita prever 2009, mas vê estagnação no próximo trimestre

SÃO PAULO - Em meio a incertezas sobre os resultados da crise para a economia brasileira, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) preferiu não anunciar, como sempre faz nessa época do ano, suas previsões macroeconômicas para o próximo ano, pelo menos por enquanto. O momento não é de adivinhações e futurologia, disse Paulo Skaf, presidente da entidade, afirmando que a volatilidade das variáveis econômicas não permite fazer estimativas de credibilidade neste momento.

Valor Online |

"Talvez em janeiro."
Mesmo admitindo que estudos internos da Fiesp apontam para a possibilidade de 2% a 3% de alta para o PIB do país em 2009, Skaf diz que essa não é posição oficial da Fiesp e que não tem "nenhum prazer em divulgar" tais números, pois são muitos os fatores que podem ser alterados daqui para frente. Segundo ele, é tão perigoso cair nos riscos de um "otimismo enganoso", quanto sinalizar um "pessimismo desastroso".

Ainda assim, o dirigente avalia que não haverá crescimento da economia neste trimestre perante o segundo trimestre, o que deve levar o PIB de 2008 a uma expansão entre 5,3% e 5,4%. Skaf diz ainda que não vê razões para crer que o resultado do primeiro trimestre de 2009 seja melhor do que o deste trimestre corrente.

"A palavra recessão significa dois trimestres seguidos com crescimento negativo. Há esse risco? Há. A dúvida é se vamos contribuir divulgando essa possibilidade. Essa possibilidade existe como existe a de não ocorrer (recessão)", afirmou.

Segundo ele, o superávit comercial de 2008, previsto em mais de US$ 20 bilhões, não deve se repetir. "Eu asseguro a vocês que em 2009 nós não conseguiremos esse resultado", reiterou, lembrando que embora o dólar esteja em alta, não se sabe em que patamar a moeda vai se estabilizar. Além disso, Skaf diz que a perda de mercados internacionais é fato e não deve se recompor com rapidez.

"Nós vamos sentir saudades de 2008 em 2009. Isso eu posso afirmar", disse, referindo-se ao ambiente para crescimento da economia e da balança comercial.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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