Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Fiesp estuda novo uso para compulsório e defesas contra dumping

SÃO PAULO - Mesmo de posse de uma pesquisa que mostra otimismo por parte de industriais paulistas, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) quer se antecipar a movimentos prejudiciais a atividade, como uma nova onda de invasão de produtos chineses. Além disso a entidade estuda a possibilidade de propor ao governo um novo fôlego de impostos aos empresários neste momento de aperto de crédito no país.

Valor Online |

Segundo Paulo Skaf, presidente da entidade, está em análise, por exemplo, a hipótese de dar uma destinação diferente às liberações de compulsório que têm sido feitas pelo Banco Central. Segundo o dirigente, esses recursos não estão chegando na ponta de demanda por financiamentos e o que chega tem custo muito alto.

Para ajustar essa necessidade, Skaf imagina uma solução em que os recursos do compulsório pudessem financiar algum gasto do governo, que por sua vez financiaria os impostos do empresariado por seis meses ou até um ano, "e não por algumas semanas" como o governo estabeleceu recentemente. "Vamos aprofundar o estudo, obviamente junto com o governo, na maior velocidade possível", disse o dirigente nesta tarde.

Embora pareça contraditório, outra preocupação da Fiesp neste momento é com as importações, mais especificamente com uma possível invasão de produtos chineses. Na visão do dirigente, embora o dólar esteja alto - o que inibe as compras externas - a China pode ter planos para substituir o imenso mercado americano pelo brasileiro.

Embora não tenha números que projetem tal "invasão", Skaf julga ser necessário agir de modo preventivo para evitar práticas de dumping antes que elas se configurem. "Não é protecionismo. Temos que ter instrumentos de defesa comercial que países do primeiro mundo sempre usaram."
(Bianca Ribeiro | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG