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Fiesp: empresários mantêm confiança para 2009

O pessimismo demonstrado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, em relação ao cenário econômico do ano que vem não parece ser compartilhado pelos empresários associados à entidade. A maior parte dos empresários mostra otimismo em relação a 2009, tanto para a economia brasileira quanto para seus negócios.

Agência Estado |

Pesquisa realizada com 1.205 empresas do Estado paulista entre os dias 30 de outubro e 18 de novembro mostrou que 36% dos consultados estão confiantes na economia brasileira, 17% estão satisfeitos e 13% estão otimistas. Os pessimistas somam 29% dos entrevistados.

Para a maioria dos empresários, as vendas em 2009 vão se manter estáveis (36%) ou aumentar até 15% (25%). Outros 14% acreditam que as vendas aumentarão mais que 15% e 22% acham que as vendas cairão até 15% ou mais. Os setores mais otimistas são os de alimentos e bebidas e papel e celulose. A rentabilidade deve ficar estável para 39% dos consultados. Já 31% acreditam que o rendimento aumentará e 29% esperam queda.

A maioria dos pesquisados acredita que o emprego deve se manter (55%) em 2009. Para 20%, o nível de emprego vai aumentar e para 24%, ele será menor. Os setores mais otimistas nesse sentido são os de máquinas e equipamentos e o de veículos e transportes.

Para 61% dos consultados, as exportações permaneceram iguais (50%) ou aumentaram (11%) nas últimas semanas e para 36% as vendas externas caíram. Para 40%, as exportações devem se manter no mesmo nível nos próximos dois anos; para 18%, devem aumentar; e para 26%, devem cair.

A maioria (45%) acredita que as importações devem permanecer estáveis em 2009; 23% acham que elas aumentarão e 30% esperam queda. A maior parte espera que o dólar atinja o patamar de R$ 2 até o fim de 2009, seguido pelos que acreditam (24%) que a moeda norte-americana ficará em R$ 2,20. Para a maior parte dos consultados, o maior problema para a atividade industrial são os tributos (61%), seguido pelos juros (17%), câmbio (14%) e infra-estrutura (5%).

Para o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini, os resultados da pesquisa mostram que as indústrias do Estado ainda não sentiram os efeitos da crise. Isso ocorre pela concentração de setores industriais em São Paulo que não estariam, por enquanto, sentindo os impactos da crise.

"O setor de mineração, por exemplo, que vai muito mal, não está em São Paulo. E, no caso do setor automobilístico, a atividade caiu mais no Brasil como um todo do que em São Paulo especificamente", exemplificou. O otimismo dos empresários também pode ser explicado, segundo Francini, pela manutenção do rendimento no período.

De acordo com o executivo, embora a pesquisa mostre que o crédito não é a principal preocupação dos empresários, o problema deve aumentar nos próximos meses. "A crise mundial é a crise do crédito. No Brasil, a crise chegou com certo atraso, mas a crise tem um roteiro, e podemos saber o que vai ocorrer aqui ao observarmos o que já está ocorrendo em outros países", disse. "Acho que a situação do crédito não vai piorar, mas os seus efeitos ainda virão. No nível em que estava antes, o crédito nunca mais será retomado", admitiu.

Francini disse ser previsível que a indústria automobilística não vá operar em três turnos em 2009 e que lançará Programas de Demissão Voluntária (PDVs) após o fim das férias coletivas. Os setores que mais empregam no Estado são os de alimentos e bebidas e vestuário e a cadeia automobilística.

Projeções

Alegando a imprevisibilidade do cenário econômico em função da crise que abala o sistema financeiro internacional, a Fiesp recusou-se a fazer perspectivas para o crescimento do País, para a atividade industrial, para o saldo da balanço comercial e para o emprego industrial em 2009. Tradicionalmente, no fim de cada ano, a entidade empresarial faz uma série de previsões sobre esses indicadores econômicos.

O presidente da Fiesp disse haver a possibilidade de que esses números sejam calculados em janeiro, quando espera que os impactos da crise estejam mais claros para a indústria paulista. "A Fiesp se preocupa muito com a credibilidade do que fala."

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