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Fiesp: emprego industrial se recupera em boa velocidade

O nível de emprego industrial está se recuperando a uma velocidade muito boa neste início de ano e seu desempenho já pode ser comparado ao dos anos de 2007 e 2008, quando registrou resultados positivos em São Paulo, disse hoje o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francine. Segundo ele, 17 dos 22 setores que compõem a indústria paulista tiveram alta no nível de emprego em fevereiro.

Agência Estado |

Das 36 diretorias regionais da Fiesp, 27 também apresentaram saldo positivo de contratações. "A extensão do crescimento do emprego se dá de forma regional e setorial", disse. Francine avaliou como bom o resultado do emprego em fevereiro, o que deve ser confirmado por outros institutos de pesquisa.

A previsão da Fiesp é que o emprego na indústria paulista encerre este ano com alta de 6,2%, o que significará a criação de 130 mil a 150 mil novos postos de trabalho. De acordo com Francine, embora o mês de fevereiro tenha registrado a primeira variação positiva na comparação anual (0,05%) desde dezembro 2008, e a tendência para março é de continuidade na criação de vagas, ainda existe um déficit de 180 mil postos de trabalho no Estado, quando se verifica o tamanho do mercado de trabalho industrial no período pré-crise (setembro de 2008). "Ainda temos um longo caminho a percorrer", ressaltou. Segundo a Fiesp, essa recuperação só deve ocorrer no início de 2011.

O setor de açúcar e álcool foi um dos principais responsáveis pelo aumento expressivo do emprego no mês de fevereiro em São Paulo. O indicador geral subiu 0,81% ante janeiro, com ajuste sazonal, e 1,07% sem ajuste, o que significou a criação de 23 mil postos de trabalho. Desse total, 30%, ou 7.089 vagas, foram criadas nas usinas. "Neste ano, tivemos uma antecipação no início da operação das usinas, o que trouxe a geração de empregos para o mês de fevereiro. Nos anos anteriores isso ocorria em março", explicou Francine.

PIB

diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp diminuiu a importância da retração de 0,2% no PIB brasileiro em 2009. "A rigor, esse era um jogo em que não existia uma grande animação da torcida. Já se sabia que o PIB iria ficar em torno de zero", afirmou.

Francine destacou que menos 0,2% significa praticamente o mesmo que uma variação positiva de 0,2%. "Não dou importância ao número negativo, até porque a perspectiva no início de 2009 era muito pior", declarou.

No início de 2009, a Fiesp esperava que o PIB caísse 1,5%. "Tudo indicava um desempenho pior que aquele que se verificou", disse. Para Francine, o resultado do PIB pode ser avaliado de forma positiva. "Deixamos a crise para trás e tivemos um início de recuperação que vem se mantendo. Foi um bom resultado", defendeu. A única ponderação de Francine se refere à atuação do Comitê de Política Monetária (Copom) a partir de agora. O temor é que as previsões dos analistas se confirmem e a taxa básica de juros (Selic) inicie uma trajetória de alta. "Agora, é só o Banco Central não incomodar e deixar a indústria fazer seu trabalho, que é produzir. Se o BC ficar quietinho será muito bom", ironizou.

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