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Fiesp: emprego deve manter queda em fevereiro

A tendência de demissões na indústria paulista deve continuar em fevereiro, segundo avaliação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O indicador Sensor, pelo qual a Fiesp mede a confiança dos empresários, melhorou na primeira quinzena de fevereiro e ficou em 41,4 pontos - mais que os 38,7 da segunda quinzena de janeiro.

Agência Estado |

Dos itens que compõe o Sensor, o emprego ficou em 42,6 pontos. Na pesquisa, resultados abaixo dos 50 pontos indicam pessimismo. "Isso mostra que a intenção dos empresários é continuar demitindo", disse o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini.

Dois dos itens que compõem o indicador Sensor apresentaram melhora significativa no mês. O item "Investimentos" ficou em 47 pontos. Da mesma forma, "Mercado" fechou em 49,8 pontos, muito próximo dos 50 pontos, que indicam estabilidade. O resultado, porém, não foi acompanhado por "Vendas", que fechou em 35,5 pontos. O pior resultado entre os cinco itens foi o de "Estoque", com 32 pontos.

"Isso é muito preocupante porque significa que a indústria ainda está superestocada", afirmou. "Os empresários percebem melhora no mercado de forma geral, mas suas vendas ainda não reagiram. Por isso, ainda mantêm a intenção de demitir."

Há quatro meses consecutivos o nível de emprego tem apresentado queda. Pela nova metodologia da pesquisa, divulgada hoje pela entidade, de outubro a janeiro 195 mil trabalhadores da indústria no Estado perderam o emprego - 32.500 apenas em janeiro. A queda no nível de emprego apresentada em janeiro não surpreendeu a entidade.

Um dos dados que chamam a atenção é que o emprego caiu mesmo no cálculo dessazonalizado. A redução foi de 1,86% ante dezembro, mês que registrou 128 mil demissões pela nova metodologia - eram 130 mil na pesquisa antiga. O emprego costuma apresentar resultados positivos no mês de janeiro, após as tradicionais demissões realizadas pela indústria no fim do ano. Houve queda até ante janeiro de 2008, de 2,22%, com o fechamento de 54.500 postos de trabalho.

Dos 22 setores nos quais a entidade divide a indústria paulista, 19 demitiram, um manteve estabilidade e apenas dois contrataram - produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com a abertura de 593 vagas, e produtos diversos, com 248 novos postos de trabalho.

A queda do emprego em janeiro foi puxada pelo setor de veículos automotores, reboques e carrocerias, que demitiu 7.804 trabalhadores no mês, o que representou 24,01% do total das dispensas. A maioria ocorreu nas autopeças.

Em segundo lugar em número de demissões, aparece o setor de confecção de artigos de vestuário e acessórios, com 4.309 cortes, ou 13,26% do total, seguido por produtos de borracha e material de plástico, com 3.699 demissões, ou 11,38% do total; produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com 2.951 demissões (9,08% do total); e produtos alimentícios, com 2.366 demissões (7,28% do total).

Uma das novidades da nova pesquisa de emprego da Fiesp é que agora é possível separar, no dado sem ajuste, as demissões que ocorreram na Grande São Paulo das realizadas no interior do Estado. Em janeiro ante dezembro, sem ajuste, o emprego recuou 1,34% - sendo que a diminuição no interior foi de 1,38% e, na Grande São Paulo, de 1,19%.

A Fiesp aproveitou para medir entre os empresários a percepção em relação às facilidades de obter crédito na primeira quinzena de fevereiro. Para 22%, o acesso ao crédito ficou muito mais difícil - eram 24% na segunda quinzena de janeiro. Para 48%, ficou mais difícil - eram 36% na segunda quinzena de janeiro. Para 23%, o crédito ficou muito mais caro na primeira quinzena de fevereiro, ante 24% no levantamento anterior, e para 55% ele ficou mais caro, contra 40% na segunda quinzena de janeiro.

Setores

Na nova metodologia da pesquisa, foram incluídas as diretorias regionais de Bragança Paulista, Ribeirão Preto e Vale do Ribeira. Uma das novidades ocorreu com o segmento de alimentos e bebidas, a partir de agora destrinchado em dois setores: produtos alimentícios, com o maior peso no cálculo do emprego (14,6%), e bebidas, com 1,4%.

Depois de produtos alimentícios, os maiores pesos no cálculo do emprego são de veículos automotores, reboques e carrocerias (9,4), produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (8,2%), produtos de borracha e plástico (7,5%), máquinas e equipamentos (6,9%) e confecção de artigos de vestuário e acessórios (6,8%).

Os resultados dos levantamentos anteriores da pesquisa da Fiesp foram reprocessados a partir de junho de 2005 e incluem 3.039 empresas e 1.123.892 empregos. A base de empregos da indústria da transformação no Estado passou a ser de 2.363.941 - dado de dezembro de 2006 da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego.

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