SÃO PAULO - A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais não irá se traduzir na geração de mais empregos como argumentam as principais centrais sindicais do país, avalia Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depencon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 231/95, que prevê a diminuição das horas trabalhadas, está em tramitação na Câmara, mas enfrenta a resistência de alguns parlamentares.

SÃO PAULO - A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais não irá se traduzir na geração de mais empregos como argumentam as principais centrais sindicais do país, avalia Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depencon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 231/95, que prevê a diminuição das horas trabalhadas, está em tramitação na Câmara, mas enfrenta a resistência de alguns parlamentares. Sindicalistas, por sua vez, pressionam para tentar colocar a matéria em votação ainda em 2010, pois acreditam que os deputados podem aprovar o texto por se tratar de um ano eleitoral, já que estariam mais suscetíveis aos apelos da sociedade. Francini, no entanto, disse que a redução da jornada não ajuda a criar novos empregos e pode até fechar postos de trabalho nas pequenas empresas, que seriam as maiores prejudicadas com a eventual mudança. "Se vende aos trabalhadores a ideia de que a redução gera empregos. Só que as pequenas empresas vão reduzir o emprego porque são, principalmente elas, que mais trabalham dentro do horário estipulado", assinalou. "O que está se difundindo como uma medida pró-emprego, no fundo é uma medida antiemprego", argumentou Francini, que defendeu a negociação de acordo setoriais para a redução da jornada."Aliás, muitos acordos já foram fechados. Atualmente, a média de horas trabalhadas é de 41 semanais". Hoje, cerca de duas mil pessoas protestaram em frente ao prédio da Fiesp para pedir a aprovação da PEC no Congresso. Com carros de som, bandeiras e balões, os manifestantes chegaram a paralisar o trânsito em um sentido da Avenida Paulista, local onde se encontra a sede da entidade. O protesto, que começou às 10h30, acabou por volta das 12 horas. Apesar disso, alguns manifestantes ainda permaneciam em frente ao prédio da Fiesp, inclusive, com barracas montadas. (Fernando Taquari | Valor)
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