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Fiesp: crise ainda não chegou ao emprego industrial

A crise financeira ainda não teve impacto na atividade e no nível de emprego da indústria paulista. A avaliação é do diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, que explicou que os últimos resultados do Indicador do Nível de Atividade (INA) mostram acomodação, mas em nível elevado, e o nível de emprego, divulgado hoje, com alta de 0,26% em setembro ante agosto, com ajuste sazonal, não apresentou um resultado espetacular, mas ainda assim positivo.

Agência Estado |

Francini disse que o nível de emprego costuma responder aos movimentos da atividade com uma defasagem de quatro meses. "A crise, se reduzir o nível de atividade industrial, diminuirá a quantidade de emprego quatro meses depois. Mas o INA de agosto não mostrou esse resultado", afirmou.

De janeiro a setembro, o emprego na indústria paulista acumula alta de 7,65%, mas com o fim da safra da indústria sucroalcooleira e as demissões subseqüentes, que ocorrem tradicionalmente no fim do ano, o indicador deve ficar dentro das previsões da entidade empresarial, que estima uma alta entre 4% e 4,5% sobre 2007. Para se ter uma idéia do peso da indústria sucroalcooleira no cálculo do nível de emprego, nos nove primeiros meses do ano, das 167 mil vagas criadas, 56% surgiram na indústria de açúcar e álcool, ou 93.670 postos de trabalho. Sem esse setor, o emprego na indústria do Estado teria acumulado uma alta de 3,36% de janeiro a setembro.

Segundo a Fiesp, 13 dos 21 setores que participam da pesquisa geraram emprego em setembro, quatro fizeram demissões e quatro apresentaram números estáveis. O segmento de informática foi o que mais criou vagas no mês, com alta de 5,54%, seguido por borracha e plástico (1,79%) e material eletrônico e de comunicações (1,74%). Coque, refino de petróleo, combustíveis nucleares e álcool foi o setor com maior queda, de 1,96%, seguido por couro, artigos de viagem e calçados (-0,89%) e alimentos e bebidas (-0,31%).

Regiões

Das 36 diretorias regionais que fazem parte da pesquisa, 16 apresentaram alta no nível de emprego, 7 tiveram resultado estável e 13 registraram demissões. Matão, pelo desempenho do segmento de máquinas e equipamentos e de alimentos, principalmente suco de laranja, teve alta de 2,06%, seguida por Marília, com 1,51%, puxado pela indústria têxtil e de alimentos, e Santa Bárbara D'Oeste, com 1,46%, com destaque para metalurgia básica e produtos têxteis.

Os piores resultados foram verificados em Presidente Prudente, com queda de 2,56%, puxado pelo desempenho da indústria de confecções, vestuário e sucroalcooleira; Osasco, com -2,31%, puxado pela indústria de edição, impressão e gravações e pelo segmento plástico; e Jaú, com -1,22%, puxado pela indústria de couro e calçados.

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