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Fiesp cobra medidas para que bancos liberem recursos

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, cobrou do governo medidas para que os bancos liberem mais crédito para a economia. Durante reunião na sede da entidade com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o vice-presidente da República, José Alencar, e diversos empresários, Skaf apontou que o principal problema da economia do País neste momento é a falta de crédito e seu custo elevado.

Agência Estado |

"Seria o caso de liberação de novos compulsórios? Eu diria que, antes disso, o que precisa é pegar os recursos que já estão nos bancos", defendeu.

Em sua avaliação, as instituições financeiras têm recursos disponíveis, mas, diante da situação de crise, estão mais cautelosas e mais exigentes. "Eles podem até ter razão, mas a verdade é que o crédito não aparece", criticou. Segundo Skaf, não se trata de liberar mais recursos aos bancos, mas sim fazer com que esses bancos liberem os seus recursos disponíveis e irriguem a economia. "Creio que com um pouco de criatividade e competência, que não falta aos homens do Banco Central e do Ministério da Fazenda, eles saibam como tomar providências que devolvam esses recursos e que baixem os juros."

Skaf reconheceu que a situação começou a melhorar nos bancos oficiais, mas avaliou que ainda é pouco e que a economia precisa de mais recursos. "O crédito sumiu no início de outubro", apontou, destacando que foi nesse momento que a crise financeira internacional começou a ser realmente sentida no País. Ele vê uma retomada no crédito, mas destacou que, depois que as fontes externas de financiamento secaram e o crédito interno não aumentou para acompanhar a demanda, a situação de diversas empresas foi prejudicada.

O presidente da Fiesp reclamou do "altíssimo custo" do crédito e pediu uma queda das taxas de juros. Outra sugestão dada aos representantes do governo durante a reunião é adotar uma forma de controle de algumas importações, em especial de manufaturados, que concorram com a produção local. "Quando você importa um produto sem a extrema necessidade para o País, sem ser um complemento para uma cadeia produtiva e de um setor de mão-de-obra intensiva, você está exportando dólares e empregos do Brasil", avaliou.

Skaf pediu cuidado ao tratar do assunto para que não pareça uma forma de protecionismo, mas ainda assim defendeu um controle de certas importações para a manutenção do emprego e produção nacional. "Nós precisamos não permitir que haja uma invasão de produtos a preços baixíssimos, com práticas de dumping e práticas desleais e até ilegais de comércio." O ponto principal, destacou Skaf, é que o governo aja rapidamente durante a crise para estimular a economia. "Sejam essas medidas em relação à importação, em relação ao crédito, em relação ao custo do crédito, ou medidas em relação à redução de impostos e alongamento de prazos de impostos, de todas as medidas, foi destacada (no encontro com Mantega) a necessidade de celeridade. O que precisa é que as coisas aconteçam com a velocidade necessária", afirmou. E emendou: "É uma situação de guerra".

Segundo o presidente da Fiesp, não foi discutida durante a reunião a questão da reforma tributária. O encontro estendeu-se por três horas e meia e acabou quando o ministro Mantega foi chamado para se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também está em são Paulo. De acordo com Skaf, considerando a urgência dos temas debatidos e o fato de que a votação da reforma acabou adiada para março, a questão foi deixada de lado na reunião de hoje.

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