A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota oficial hoje com críticas às práticas econômicas adotadas pela China. "A China não é uma economia de mercado", diz o comunicado, destacando o fato de que a entidade tem acompanhado com preocupação os efeitos dessas práticas econômicas no comércio internacional e no setor industrial brasileiro.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota oficial hoje com críticas às práticas econômicas adotadas pela China. "A China não é uma economia de mercado", diz o comunicado, destacando o fato de que a entidade tem acompanhado com preocupação os efeitos dessas práticas econômicas no comércio internacional e no setor industrial brasileiro.

Por essa razão, a entidade reitera que é favorável à manutenção da China como economia que não opera em condições predominantes de livre mercado, conforme permite a Organização Mundial do Comércio (OMC). "A Fiesp rechaça a utilização de medidas protecionistas arbitrárias e defende o comércio justo e leal", diz outro trecho da nota.

Na avaliação da Fiesp, essa intervenção governamental chinesa reflete, sobretudo, na política cambial daquele país. "Ao atrelar o yuan aos movimentos do dólar norte-americano e desvalorizar sua moeda artificialmente, a China desloca outros exportadores em terceiros mercados." E defende que o governo brasileiro discuta com a China, durante a visita do presidente do país ao Brasil, os efeitos dessa política cambial.

A estimativa, de acordo com a entidade, é que a taxa de câmbio chinesa esteja defasada em 40% em relação ao seu valor real de mercado, o que contribuiu para o aumento da participação da China no comércio mundial de manufaturas para 12%, em 2009, contra 4%, em 2001, ano em que o país foi aceito na OMC.

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