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Fiesp: cenário do emprego ainda é positivo

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, afirmou hoje que, apesar de o setor conviver com um quadro com fatores de risco para a manutenção da atividade aquecida nos próximos meses, como o aumento recente da taxa de juros, a expectativa de menor crescimento da economia global e o dólar ainda em um nível baixo no País, o cenário do emprego no Estado ainda pode ser considerado positivo. Em entrevista coletiva à imprensa, ele considerou que o nível de emprego da indústria de transformação paulista observado em julho não apresentou um resultado significativo, mas foi importante porque ainda mostrou a geração de vagas no Estado.

Agência Estado |

De acordo com pesquisa divulgada hoje pela Fiesp, a indústria criou 5 mil postos de trabalho no mês passado, o que, na comparação com junho, representou aumentos de 0,27% com a retirada dos fatores sazonais e de 0,23% sem a realização deste tipo de ajuste. Na comparação com julho de 2007, o emprego aumentou 4,51%, o que significou a criação de 100 mil novas vagas. No acumulado dos primeiros sete meses de 2008, o nível de emprego teve expansão de 6,73%, com a geração de 146 mil postos de trabalho.

"Diante do clima que nós estamos, no qual as dúvidas vêm mais do lado dos temores do que do lado das esperanças, os temores ainda não se configuraram em um quadro negativo para a geração de emprego e mesmo para o nível de atividade", destacou Francini. "Notamos um mês de julho sem sobressaltos e sem alteração na rota que vem sendo conferida recentemente", avaliou.

Nos levantamentos relacionados aos meses anteriores, a Fiesp já havia previsto uma acomodação no nível de emprego, a partir do segundo semestre, em sintonia com a expectativa de crescimento um pouco menos aquecido da economia nacional que os observados em anos anteriores. A avaliação do diretor da entidade é que, se não há motivos para grandes comemorações, também não existem dados capazes de criar um sentimento de pessimismo para a criação de vagas no setor no restante de 2008. "Não tivemos grandes emoções em julho, mas o sentimento é positivo", disse. "Não houve reversão na geração de emprego e os segmentos da indústria continuam bem alinhados", enfatizou.

No mês passado, de acordo a Fiesp, dos 21 segmentos da indústria que participaram da pesquisa, 14 tiveram desempenho positivo, com aumento dos postos de trabalho, seis setores reduziram o contingente e um ficou estável. O comportamento foi bastante semelhante ao observado, por exemplo, em julho de 2007, quando 15 segmentos contrataram mais, cinco eliminaram vagas e um permaneceu estável. Se comparado ao quadro de junho de 2008, os resultados também mostraram pouca diferença: foram 14 segmentos com comportamento positivo, quatro com desempenho negativo e três estáveis.

Em julho de 2008, o destaque ficou por conta do segmento de Máquinas de Escritório e Equipamentos de Informática, que apresentou crescimento de 4,17% no nível de emprego, e foi seguido por Material Eletrônico e Aparelhos e Equipamentos de Comunicações, com expansão de 2,51%, e Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos, com aumento de 1,74%. Na outra ponta, o destaque negativo do mês passado ficou por conta dos segmentos Alimentos e Bebidas, cujo nível de emprego recuou 1,08%; Outros Equipamentos de Transporte (-0,61%); Couros e Artigos de Couro, Artigos de Viagem e Calçados (-0,57%); Celulose, Papel e Produtos de Papel (-0,39%) e Máquinas e Equipamentos (-0,26%).

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