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Havana, 13 out (EFE).- Fidel Castro acusou hoje o presidente dos Estados Unidos, George W.

Bush, de se reunir com a "escória cubana de Miami" e de seguir com sua "obsessão anticubana" enquanto o mundo "se estremece sob o impacto da crise financeira".

Em um novo artigo, Fidel diz que Bush desprezou reuniões internacionais sobre a crise para continuar "com sua maníaca obsessão anticubana depois de seu tenebroso período de oito anos".

"Participava de um ato de arrecadação de fundos para os candidatos republicanos da Flórida. Com a aprovação de só 24% dos cidadãos, era o chefe de Estado com menos apoio em toda a história dos Estados Unidos", lembrou Fidel.

O artigo diz ainda que na Flórida, Bush "nem sequer pôde contar com o apoio da Fundação Cubano-Americana", que "por razões puramente demagógicas" solicitou levantar provisoriamente a proibição de enviar ajuda a parentes em Cuba afetados por furacões.

"Miami é hoje uma panela de grilos, e Bush se transformou em um fantasma", afirma o ex-governante de 82 anos, que não aparece em público desde 2006.

Fidel lembra que o líder americano entra hoje em seus últimos 100 dias de Governo, "debaixo da sombra de uma altíssima impopularidade e uma das maiores crises econômicas das últimas décadas".

"Com a economia mundial despedaçada, o presidente dos EUA, levado a esse cargo de forma tão irregular e irresponsável, pôs em apuros a todos os aliados", diz o artigo, intitulado "O Fantasma da Casa Branca". EFE jlp/rr

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