A Fibria, empresa de papel e celulose constituída da união entre Votorantim Celulose e Papel e Aracruz, obteve lucro líquido de R$ 9 milhões no primeiro trimestre de 2010. O desempenho é 99% inferior ao lucro de R$ 1,267 bilhão informado um ano antes.

A Fibria, empresa de papel e celulose constituída da união entre Votorantim Celulose e Papel e Aracruz, obteve lucro líquido de R$ 9 milhões no primeiro trimestre de 2010. O desempenho é 99% inferior ao lucro de R$ 1,267 bilhão informado um ano antes. No quarto trimestre, o lucro havia sido de R$ 35 milhões. No balanço, a empresa esclarece que, para fins comparativos, os resultados do exercício de 2009 foram reapresentados, atendendo às mudanças introduzidas pelos pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs) 15 a 40. Na mesma base de comparação, o Ebitda ajustado (lucro líquido antes de impostos, juros, depreciação e amortização) da Fibria cresceu 69%, para R$ 637 milhões. Em relação ao quarto trimestre, o indicador mostrou avanço de 27%. O bom desempenho, segundo a empresa, deve-se principalmente à alta no preço médio líquido de celulose e ao maior volume de vendas. A margem Ebitda, por sua vez, subiu de 26% para 38% no comparativo entre primeiros trimestres. Em dezembro do ano passado, esse indicador estava em 30%. A receita líquida atingiu R$ 1,675 bilhão no primeiro trimestre, 17% maior que no mesmo período de 2009, mas 1% abaixo da informada no quarto trimestre. O resultado financeiro líquido do trimestre ficou negativo em R$ 341 milhões, comparado aos resultados negativos de R$ 185 milhões apurado um ano antes e de R$ 157 milhões do quarto trimestre. A piora nessa linha, segundo a companhia, deve-se principalmente à desvalorização do real sobre a parcela do endividamento em moeda estrangeira (62%), que gerou um resultado negativo de variação cambial sobre a dívida de R$ 203 milhões.

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