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Por Jo Winterbottom e Helen Massy-Beresford

TURIM (Reuters) - A italiana Fiat vai separar a divisão automotiva de suas atividades industriais e de caminhões, como os investidores esperavam havia muito tempo.

Por Jo Winterbottom e Helen Massy-Beresford

TURIM (Reuters) - A italiana Fiat vai separar a divisão automotiva de suas atividades industriais e de caminhões, como os investidores esperavam havia muito tempo.

O presidente da Fiat, Sergio Marchionne, manteve os acionistas à espera da notícia já há muito antecipada sobre o futuro da divisão automotiva, durante uma apresentação de seis horas que estabeleceu as metas para cada uma das unidades da companhia.

Por fim, ele anunciou que a CNH, a Iveco e as atividades industriais e marítimas da Fiat Powertrain seriam separadas do setor de automóveis e seriam listadas em Milão como Fiat Industrial.

Ele afirmou que a companhia espera ter o processo concluído até o fim de 2010, se as condições econômicas permanecerem estáveis.

Manter juntos os setores automotivo e industrial, que têm diferentes ciclos de receitas e exigências de capital, não fazia sentido, disse Marchionne a investidores.

"O setor dos carros dependeu durante um longo período do apoio do negócio industrial. Não é justo", afirmou ele.

A notícia da separação reverteu perdas anteriores das ações da Fiat, após elas terem ganhado mais do que 9 por cento em antecipação na terça-feira.

Marchionne afirmou que a "Nova Fiat", que incluiria as atividades do setor de negócios e componentes automotivos, geraria uma receita de 64 bilhões de euros (86 bilhões de dólares) em 2014 e desfrutaria de uma contribuição maior da Chrysler, sua parceira norte-americana.

A "Nova Fiat" deverá gerar um lucro de 3,2 a 3,8 bilhões de euros em 2014, anunciou a Fiat.

A Fiat Industrial, por sua vez, deverá gerar um lucro entre 3,2 e 3,4 bilhões de euros, com vendas em 2014 de 29 bilhões de euros.

"A separação é positiva para a valorização e agora o grupo será capaz de se comparar com os seus pares. O momento da separação é uma notícia positiva --aprovação em outubro, listagem em novembro e dezembro", disse Nicolo Nunziata, analista da JC Associati.

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