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Fiat traz da Europa peça para recall

A Fiat está trazendo da Europa, por avião, os cubos de aço que serão instalados nas rodas dos modelos Stilo para atender à determinação de recall feita pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC). O órgão acredita que o uso de ferro fundido nas peças é inadequado e teria provocado o desprendimento de várias rodas, resultando em acidentes com pelo menos oito mortes.

Agência Estado |

Segundo o diretor de comunicação da Fiat, Marco Antonio Lage, as peças em aço forjado não são produzidas no Brasil, pois equipam apenas carros de grande porte ou de luxo. "Estamos trazendo as peças de fornecedores da Itália e da Alemanha para poder realizar o recall o mais rápido possível", disse. "Faremos a convocação para tranquilizar os clientes, mas reiteramos que a peça usada não tem o defeito que está sendo apontado."
As peças devem começar a chegar ao País no início da próxima semana e serão distribuídas para os concessionários da marca. Quando a rede estiver abastecida e pronta para iniciar os consertos, a Fiat anunciará oficialmente o recall, ainda na próxima semana. Devem ser convocados cerca de 52 mil modelos produzidos a partir de 2004. Antes desse período, a peça era importada da Europa e foi nacionalizada, utilizando outro tipo de material.

A Fiat alega que a maioria dos carros produzidos no Brasil e em vários países utiliza a peça de ferro fundido, principalmente os carros populares, e que não há riscos de rompimento. "Vamos recorrer da decisão do DPDC aos órgãos competentes pois queremos provar que a peça não tem defeito", disse Lage.

A empresa mantém sua versão, baseada em laudos e testes feitos até na Itália, de que as rodas se soltaram após o impacto dos veículos e que não foram a causa dos acidentes.

Na visão do DPDC, que recorreu ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para um laudo próprio, a troca de características do material, o projeto dimensional da peça e seu processo de fabricação seriam as causas dos acidentes. O Denatran, por sua vez, encomendou parecer ao Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) que, procurado, não quis dar detalhes sobre o laudo.

O DPDC instaurou em junho de 2008 procedimento para averiguar os problemas no Stilo, após informações de ocorrência de mais de 30 acidentes em que as rodas se soltaram com os carros em movimento. Oito pessoas morreram. Desde o início, a Fiat nega o problema. Por não reconhecer o defeito, a montadora - líder de vendas no País - foi multada em quase R$ 3,2 milhões pelo DPDC. A empresa também pode ser multada no mesmo valor pelo Procon, por ter mantido a venda dos veículos nesse período.

SIENA
A Fiat afirmou que não há qualquer evidência de problemas nos demais modelos da marca, conforme desconfia o Procon-SP, que analisa a possibilidade de a mesma peça equipar outros carros da marca.

Uma consumidora de Campo Grande (MS), Regina Lima de Araújo, relatou que seu Siena também soltou a roda traseira em 2008. O fato está em análise pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, onde ela move ação indenizatória. A Fiat disse que seus técnicos não tiveram acesso ao carro para uma avaliação, pois Regina não teria autorizado a vistoria, embora o carro esteja no pátio da concessionária local da marca.

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