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Fiat Monta defesa para denúncias contra o Stilo

A Fiat Automóveis vai apresentar ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), até o dia 25, sua defesa em relação às denúncias de problemas com o modelo Stilo. Relatos de consumidores dão conta de acidentes provocados pelo desprendimento da roda traseira dos veículos, provocado por quebra do eixo.

Agência Estado |

Por causa da greve nos Correios, a notificação do DPDC, emitida dia 27 de junho, só chegou à Fiat na terça-feira - por meio de fax. Após ser notificada, a empresa tem dez dias para responder.

O DPDC se baseia em relatos de oito acidentes, um deles com vítima fatal. Os casos foram levados ao Procon de Brasília por uma das vítimas, Carla Barbosa, que move processo de indenização contra a montadora. Ela diz ter identificado mais três casos, que também serão encaminhados ao órgão. O acidente com o Stilo 2007 de Carla ocorreu em fevereiro, em Brasília.

Embora haja relatos de 14 supostos acidentes, até o momento apenas Carla e Eden Mark Ribeiro de Sousa, cujo acidente ocorreu em dezembro, moveram ações no Procon de Brasília. Um terceiro denunciante, José Santini, de São Paulo, tem encontro agendado com técnicos da Fiat na quarta-feira para receber o laudo da perícia técnica que a montadora fez em peças de seu veículo.

Nesses três casos em que teve acesso aos carros ou a componentes, a Fiat fez diversos testes e concluiu que as rodas se soltaram em decorrência dos acidentes - portanto, não os provocou. "Estamos seguros de que não há erro de projeto e que as rodas se soltaram após forte impacto", disse o assessor-técnico da montadora, Carlos Henrique Ferreira.

Se o DPDC concluir que a montadora introduziu no mercado veículos que trazem risco à saúde e à segurança do consumidor, sem que tenha realizado recall após o conhecimento do defeito, a empresa poderá ser multada em até R$ 3 milhões.

Um quarto cliente, Márcio Gomes de Menezes, motorista do Stilo que se acidentou em Minas Gerais em setembro, resultando na morte de uma mulher que o acompanhava, disse que aguarda a decisão do DPDC para mover uma ação. Menezes foi procurado pela Fiat por telefone, colocando-se à disposição para um encontro, mas ele disse não ser necessário.

A Fiat informou que, além dos testes feitos pela própria montadora, solicitou laudos de um instituto não ligado à empresa, o Inmetro, que também será apresentado ao DPDC. A montadora também vai anexar ao processo informações sobre os acidentes obtidas em boletins de ocorrência, seguradoras e concessionárias.

Carla também afirmou que recorreu a um laudo particular. Ela já teve duas audiências no Procon/DF com representantes da Fiat, mas não houve acordo. Segundo a montadora, inicialmente seu advogado pedia R$ 350 mil em indenização, valor depois alterado para R$ 500 mil. "Se a empresa diz que o problema não é no eixo, terá de provar. Falar é fácil, mas quero ver a análise", disse Carla.

Santini também se acidentou em fevereiro, na Rodovia dos Bandeirantes. Ele disse que o carro rodou na pista e foi parar no acostamento. "Só depois me dei conta que tinha perdido a roda, quando um funcionário da concessionária da rodovia me disse que ela estava caída metros atrás."

Sousa entregou as peças do seu carro à montadora para análise em janeiro. "A empresa não me procurou até agora. No próximo dia 24 tenho uma audiência no Procon e espero ter acesso ao laudo." Como os dois casos estão no Procon, a Fiat alega que apresentará os laudos em audiências no órgão.

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