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Mesmo com a escassez de crédito no mercado mundial, duas grandes empresas garantiram ontem que manterão seus investimentos no Brasil. O presidente da Fiat na América Latina, Cledorvino Belini, afirmou que o plano de investir R$ 6 bilhões de 2008 a 2010 será cumprido.

Já o presidente do Conselho Administrativo da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, disse que a empresa, que atua no setor siderúrgico, investirá R$ 4 bilhões nos próximos 3 anos.

"A economia tem se mostrado sólida. A demanda mundial de aço continua firme na construção e na infra-estrutura, e o governo está trabalhando para que não haja interrupções no sistema financeiro", justificou Gerdau. Segundo ele, o impacto maior no setor é da valorização do dólar, que atingiu mais de R$ 2,00 ontem, mas a empresa considera as flutuações normais. "Na siderurgia, tudo é câmbio. Nós nos ajustamos permanentemente à flutuação do câmbio." Para o empresário, a situação continua tranqüila na economia real.

"Em Betim (MG), produzimos três carros por minuto. Precisamos continuar investindo em tecnologia, no processo produtivo e em produtos", disse Belini, da Fiat. Segundo ele, a crise ainda não atingiu o setor automobilístico. "Essa crise já tem mais de um ano, não começou ontem e não nos afetou em nada." A Fiat ampliou as vendas em 31% em setembro ante igual mês de 2007, quando houve crescimento semelhante.

O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, garantiu que não haverá problema de crédito para as operações de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACCs), usadas pelos exportadores. "Tomaremos medidas pontuais quando forem necessárias. Por enquanto, não temos a crise que vocês querem que eu diga que existe", disse Jorge aos jornalistas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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