Rio, 9 - As movimentações de preços do tomate (de -34,61% para 1,57%) e mandioca (de -4,58% para 23,20%) no atacado foram responsáveis por metade da aceleração da primeira prévia do IGP-M, de setembro para outubro (de variação zero para 0,55%). A informação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.

Segundo ele, o fim da queda de preços dos dois produtos levou ao término da deflação no setor atacadista (de -0,14% para 0,71%), no mesmo período.

De acordo com Quadros, os dois produtos parecem estar enfrentando problemas de menor oferta, no mercado interno. "No caso da mandioca, isso parece estar acontecendo em várias regiões do País, ao mesmo tempo", comentou Quadros.

Esse cenário contribuiu para modificar o cenário de preços dos alimentos no atacado. O grupo Alimentação, no setor atacadista, apresentou enfraquecimento de deflação (de -1,29% para -0,03%). Alguns produtos estão apresentando queda menos intensa de preços, como trigo (de -12,83% para -4,17%) e milho em grão (de -5,73% para -4,21%). Outros já estão com preços em aceleração, como arroz em casca (de 0,19% para 5,17%). "Os aumentos de preços dos alimentos no atacado não estão concentrados apenas em tomate e em mandioca, e estão mais disseminados no setor", afirmou.

Ainda segundo Quadros, alguns produtos, no setor de alimentação, contribuíram para que os preços dos alimentos não subissem no atacado. É o caso das quedas de preços em bovinos (-0,67%); e em aves (-0,74%).

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