Estudo encomendado pelo IBP diz que operador único na região atrasa desenvolvimento e arrecadação

A exploração do pré-sal da Bacia de Santos requer investimentos de US$ 560 bilhões, calcula a Fundação Getulio Vargas (FGV) em estudo divulgado netsa terça-feira. Os pesquisadores partem da premissa de que para cada barril de petróleo há necessidade de se investir US$ 14. E estimam reservas de 40 bilhões no cluster de Santos a partir de dados da Petrobras, da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e de estimativas de bancos de investimentos.

"Pré-sal: potenciais efeitos do operador único" mostra que para cada bilhão de reais investido na extração do petróleo da região serão gerados 33 mil empregos, diretos e indiretos. Para chegar ao número, o Superintendente de Projetos da FGV, Marcio Lago Couto, explica que analisou toda a cadeia do petróleo e segmentou cada ramo envolvido. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), o responsável pelo estudo somou o potencial de empregos de cada produto usado na exploração do pré-sal.

Encomendado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), o estudo da FGV subsidia as petroleiras privadas na luta por mudanças no projeto de Lei que estabelece a Petrobras como operadora única nas áreas não licitadas do pré-sal. "A existência de um operador único – não importa qual a companhia escolhida – poderá gerar atrasos no ritmo de produção e aumentos nos custos de operação e desenvolvimento na área do Pré-Sal".

Segundo a FGV, o Brasil perderia a arrecadação de aproximadamente R$ 53 bilhões (em valor presente)  com o ritmo de atuação de apenas um operador. O projeto de Lei do governo para o pré-sal permite à iniciativa privada participar da exploração dos campos como sócias da Petrobras.
"Em um cenário de múltiplos operadores há maior competição e isto incentiva a inovação em indústrias de tecnologia de ponta, aumentando o investimento e proporcionando uma operação a custos competitivos", completa Couto.

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