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FGV: preços agropecuários responderam por alta do IGP-M

São Paulo, 30 - O coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, disse hoje que o comportamento dos preços agropecuários do atacado foi o fator determinante para a aceleração do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) entre setembro e outubro, quando a taxa de inflação passou de 0,11% para 0,98%. Segundo ele, a alta deste segmento teve influência muito mais do período de entressafra de alguns itens do que de interferências ligadas ao aumento do dólar, já que, neste último caso, há um efeito de alívio proporcionado pela queda das commodities no mercado internacional.

Agência Estado |

De acordo com a FGV, o Índice de Preços por Atacado (IPA) Agropecuário saiu de uma queda de 2,09%, em setembro, para uma elevação de 0,48% em outubro. Para Quadros, essa aceleração de 2,57 pontos porcentuais trouxe um impacto muito maior para o IGP-M do que a forte variação positiva de 1,52% registrada pelo IPA Industrial, já que a diferença porcentual, de 0,68 ponto, ante a variação média dos preços industriais do atacado em setembro (0,84%) foi menor.

O coordenador citou alguns exemplos de itens agropecuários sob efeito de entressafra e com pouca influência do câmbio. Segundo ele, mereceram destaque os preços da mandioca, cuja elevação passou de 2,63% para 28,97%; do arroz, de 1,00% para 5,14%; e do feijão, de 3,68% para 11,58%. Também foram citadas as passagens de alguns itens do terreno negativo para o positivo. Foram os casos da batata inglesa, que subiu 3,02% ante baixa de 26,48% e do tomate, que avançou 7,73% ante declínio de 27,95% em setembro.

Quanto a alguns itens que poderiam ser influenciados pela nova cotação do dólar, mas que têm captado maior impacto do atual momento de queda das commodities, ele lembrou principalmente da soja, que tem o maior peso no cálculo da inflação dos itens do atacado e cuja baixa de preço foi ampliada de 0,08% para 0,37% entre setembro e outubro. "Ainda não sabemos quem vai ganhar essa queda-de-braço entre câmbio e commodities, mas, até o momento, na agricultura, o efeito das commodities está prevalecendo", avaliou.

2009

Para Quadros, a preocupação maior para o segmento agrícola está mais relacionada a 2009, já que, neste caso, por conta do dólar, pode haver alguns repasse preços de itens industriais do atacado usados no campo, como os fertilizantes, que já estão com variações mais altas. "Os defensivos agrícolas, por exemplo, saíram de uma variação negativa de 0,01% para uma elevação de 8,46%", citou. "No ano que vem, a Agricultura poderá ter um período mais complicado, pois os custos tendem a ser mais fortes com os fertilizantes. O custo vai subir e, em algum momento, os preços dos produtos vão ter que ser repassados", disse.

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