Um movimento espalhado de quedas e desaceleração de preços no atacado levou à taxa menor da primeira prévia do IGP-M de abril, que subiu 0,27% após avançar 0,95% em igual prévia do mesmo indicador em março. Segundo o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Salomão Quadros, os destaques ficaram por conta de taxa de inflação menos intensa em bens intermediários (de 1,27% para 0,04%) e no retorno à deflação nos preços das matérias-primas brutas (de 2,13% para -0,26%), no mesmo período.

Um movimento espalhado de quedas e desaceleração de preços no atacado levou à taxa menor da primeira prévia do IGP-M de abril, que subiu 0,27% após avançar 0,95% em igual prévia do mesmo indicador em março. Segundo o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Salomão Quadros, os destaques ficaram por conta de taxa de inflação menos intensa em bens intermediários (de 1,27% para 0,04%) e no retorno à deflação nos preços das matérias-primas brutas (de 2,13% para -0,26%), no mesmo período.<p><p>De acordo com ele, os preços de bens intermediários foram derrubados por materiais para manufatura, que agora mostra deflação (de 1,88% para -0,12%). O técnico lembrou que, por conta da recuperação gradual da economia mundial, preços de commodities industriais e agrícolas mostraram expressivos avanços no primeiro trimestre deste ano. Mas agora estes movimentos de alta começam a mostrar arrefecimento. <p><p>Ele explicou que os preços dos insumos industriais estão oscilando em movimentos de "ondas", e agora se encontram em um patamar mais baixo. O especialista não descartou a possibilidade de um novo movimento de aceleração nos preços deste segmento, no futuro. Entre os exemplos de produtos que estão subindo menos de preço, ou até mesmo apresentando deflação estão fios com fibras artificiais e sintéticas (de 12,39% para 0,67%) e alumínio não ligado em formas brutas (de 21,69% para -4,09%).<p><p>No caso das matérias-primas brutas, um dos produtos que mais influenciaram o retorno à deflação no segmento foi a laranja, que voltou a mostrar queda de preços (de 29,34% para -12,73%). Este item agora conta com uma melhor perspectiva de oferta, após notícias sobre quebra de safra na Flórida (EUA). O especialista admitiu também que a desaceleração de preços no varejo (de 0,43% para 0,28%) também ajudou, em parte, na formação da taxa menor da primeira prévia de abril. "Mas os preços no atacado tiveram muito mais peso na desaceleração da primeira prévia do que os preços ao consumidor", acrescentou.
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