Rio, 27 - Aumentos de preços menos intensos e deflações em itens in natura e em mensalidades escolares na inflação do varejo levaram à taxa menor do IPC-S na cidade de São Paulo, que recuou de 0,50% para 0,29%, entre a segunda e a terceira quadrissemana de fevereiro. A informação é do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz.

De acordo com ele, na passagem do IPC-S de até 15 de fevereiro para o índice de até 22 de fevereiro, houve quedas e desacelerações de preços expressivas em hortaliças e legumes (de 6,04% para 3,51%); frutas (de 0,39% para -2,38%); e cursos formais (de 3,35% para 2,48%).

No caso da mudança na trajetória de preços dos in natura, o economista da FGV lembrou que, nos primeiros meses do ano, esse tipo de produto costuma registrar taxas de inflação mais intensas, por causa de problemas de oscilações climáticas bruscas, que ocorrem muito essa época do ano, como é o caso do aumento no volume de chuvas. Isso acaba prejudicando a produção de lavouras curtas, como é o caso dos in natura, e interfere na oferta desses itens no mercado interno. Os problemas climáticos tendem a arrefecer em fevereiro, quando as variações climáticas tornam-se menos bruscas, e não mais interferindo na lavoura dos in natura. O que ocorre agora, na análise de Braz, é uma regularização da oferta desses itens no mercado interno.

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