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FGV: IPC-S do 1º semestre foi o maior desde 2003

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) mostrou inflação de 3,84% no primeiro semestre de 2008. Segundo o coordenador nacional do indicador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Paulo Picchetti, o resultado foi o mais expressivo para o período de janeiro a junho desde 2003, quando a taxa alcançou 6,55%.

Agência Estado |

O grupo Alimentação, apesar de mostrar o início de um processo de arrefecimento da alta em junho ante maio, quando variou 1,85% ante 2,33%, foi o principal responsável pela taxa maior de inflação no semestre.

De acordo com Picchetti, a elevação média dos preços dos alimentos atingiu 8,48% nos primeiros seis meses de 2008 e superou a taxa do mesmo período de 2007, de 5,29%. Entre os itens e segmentos que compõem o grupo, mereceram destaque no semestre as altas significativas do arroz (37,15%) e de hortaliças e legumes (22,22%).

No mesmo período, também apresentaram elevação os segmentos de panificados (16,68%); óleos e gorduras (15,42%); carne bovina (10,23%); laticínios (5,35%); e aves e ovos (2,88%). O feijão, outro item bastante importante na mesa do consumidor brasileiro, acumulou variação positiva de 5,04%. Em contrapartida, o preço médio das frutas recuou 2,00% no período.

Para o coordenador do IPC-S, entre todos estes itens e segmentos que subiram, a maior preocupação para o segundo semestre é o comportamento da carne bovina, cujo preço continua em alta no atacado e pode ser repassado ao varejo. "Pelo menos por enquanto, não há qualquer sinal de que haverá um arrefecimento nos preços da carne. Ela continua subindo e vai continuar pressionando a inflação", disse.

Entre os fatores que amenizaram um pouco a inflação do semestre, Picchetti destacou os preços dos eletrodomésticos, que apresentaram um recuo médio de 3,50% nos primeiros seis meses de 2008. "Esses itens foram favorecidos pela queda do câmbio", explicou. "Outros que tiveram influência do dólar mais baixo foram os preços dos automóveis novos, que, no período, acumularam uma alta de 3,44%, menor que a taxa média de inflação apurada pelo IPC-S", acrescentou.

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