Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

FGV: inflação volta a reduzir confiança do consumidor

O temor por um movimento de desaceleração na economia foi o principal fator que levou à queda de 4,9% no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) em julho ante junho. A análise é do coordenador de Análises Conjunturais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Aloísio Campelo.

Agência Estado |

De acordo com ele, a preocupação com o avanço da inflação, motivo que derrubou a confiança do consumidor no mês passado (com queda de 6,5%) ainda está na mente do consumidor brasileiro. Isso fez com que os pesquisados para cálculo do índice se mostrassem mais cautelosos ainda quanto ao futuro, à espera de uma nova onda de alta de juros - cenário que inibe o consumo e que pode provocar um ritmo menos forte no crescimento econômico.

Ao detalhar o entendimento do consumidor sobre o que ocorrerá com inflação e juros, Campelo informou que, na pesquisa, 65% dos entrevistados apostam em escalada nos juros, nos próximos meses - o maior porcentual para essa pergunta desde o início do ICC. Isso porque a projeção de inflação para os próximos 12 meses, do consumidor, ficou em 7,4% em julho - o mais elevado nível desde fevereiro de 2006.

Em um cenário onde se projeta para o futuro juros mais elevados, para conter a inflação, as intenções de compras para os próximos meses também diminuem. "O consumidor está mais cauteloso, e isso tem um impacto nas compras futuras, principalmente de bens duráveis", afirmou.

Ainda de acordo com a FGV, a queda de 5,8% em julho, na comparação com igual mês do ano passado, foi a pior da série histórica, iniciada em setembro de 2005. De acordo com Campelo, a avaliação dos consumidores sobre a situação econômica local e as estimativas para o cenário econômico local também atingiram os piores níveis da série histórica do ICC.

"Há uma preocupação de que a inflação avance mais nos próximos meses, o que deve conduzir a um combate maior à inflação, por meio de política monetária", comentou o economista. "Estamos em um nível, na pesquisa, que é mais de desconfiança, um dos mais baixos da série histórica e que reflete expectativas mais pessimistas para a economia e uma avaliação menos satisfatória da situação econômica local", detalhou.

Renda

De acordo com Campelo, a perda de confiança do consumidor em julho atingiu todas as faixas de renda pesquisadas pela fundação, em particular as mais abastadas. "Ao dividir o ICC por faixas de renda, o pior resultado em julho (com queda de 7%) foi registrado nos consumidores com renda acima de R$ 9.600", afirmou. Ele explicou que os consumidores com melhor situação financeira, costumeiramente, são os que têm maior informação sobre dados econômicos, como a trajetória de crescimento econômico do País, por exemplo. "Há realmente um temor de uma desaceleração na economia, por parte dessa faixa", disse.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG