A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) ficou em 0,53% em julho, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No dado anterior, referente a terceira prévia do índice, apurado até 22 de julho, a FGV apurou alta de 0,67% para o indicador.

Foi o menor resultado para o IPC-S desde a quarta semana de março de 2008, quando o indicador subiu 0,45%.

Segundo a FGV, a principal contribuição para a desaceleração da taxa do indicador partiu de elevações de preços menos intensas, ou até deflações, em quatro das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice, na passagem da terceira para a quarta prévia do IPC-S em julho. É o caso de Vestuário (de -0,16% para -0,54%); Transportes (de 0,22% para 0,19%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,37% para 0,22%) e Alimentação (de 1,44% para 0,83%).

Porém, o grupo referente aos alimentos foi o grande destaque do IPC-S de julho, figurando como a classe de despesa que mais contribuiu para a desaceleração do indicador. Nesse segmento, foram registradas quedas e desacelerações de preços em carnes bovinas (6,00% para 3,39%), arroz e feijão (4,32% para 2,29%), hortaliças e legumes (-0,57% para -1,66%) e adoçantes (0,27% para -0,34%).

Os outros três grupos apresentaram aceleração de preços, na passagem do IPC-S de até 22 de julho para o índice fechado de julho. É o caso de Habitação (de 0,42% para 0,59%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,61% para 0,69%) e Despesas Diversas (de 0,28% para 0,43%).

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