O coordenador nacional do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), Paulo Picchetti, afirmou hoje que a inflação apurada pelo indicador acumulou elevação de 4,93% nos primeiros dez meses do ano. Em entrevista à Agência Estado , ele disse que aguarda uma taxa superior a 5% no fechamento de 2008, que, se confirmada, ficaria acima do resultado de 2007, de 4,60%.

De acordo com Picchetti, a expectativa é reflexo do comportamento da taxa acumulada em 12 meses, que, em outubro, chegou ao nível de 5,29%. "Para os próximos dois meses, a tendência é que este número de 12 meses continue a acelerar", opinou, sem arriscar, entretanto, uma projeção para os resultados de novembro e dezembro.

Segundo ele, o destaque no curto prazo continuará sendo o grupo Alimentação, que avançou 0,83% em outubro, ante baixa de 0,97% em setembro, e puxou o IPC-S para uma taxa de 0,47% no mês passado, ante a deflação de 0,09% apurada no mês anterior.

Na avaliação do coordenador, outro grupo que merece atenção até o final de 2008 é o de Comercializáveis, cuja variação passou de 0,06% para 0,33% entre setembro e outubro. Para Picchetti, este grupo é o principal ponto no IPC-S para a captação dos impactos da alta do dólar ante o real. Como a moeda norte-americana continuou acima da marca de R$ 2,00 no mês passado por causa dos efeitos da crise financeira internacional, os preços deste grupo ficaram entre os que mais apresentaram aceleração entre os grupos pesquisados pela FGV.

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