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FGV: IGP-10 do mês indica cenário inflacionário menor

A taxa menor de inflação do Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) em novembro, de 0,78% em outubro para 0,73% este mês, pode indicar um cenário de índices inflacionários mais baixos esse mês, em comparação com o registrado no mês passado. Isso porque, na análise do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, o efeito do câmbio, grande influência para resultados mais intensos de inflação em outubro, já não conta com o mesmo impacto em novembro - visto que o dólar não está subindo tanto esse mês quanto ao apurado no mês anterior.

Agência Estado |

O coordenador de Análises Econômicas da FGV informou que alguns produtos, cujos preços são relacionados direta ou indiretamente à cotação da moeda norte-americana já apresentam taxas de elevação menos intensas. "O efeito do câmbio já não é tão forte assim", afirmou.

O economista acrescentou ainda que, se o dólar se mantiver na faixa de R$ 2,10 a R$ 2,20, os Índice Gerais de Preços (IGPs) de uma maneira geral podem voltar a experimentar trajetória de desaceleração, nos próximos meses, interrompida devido ao impacto do câmbio na inflação. "Até o momento, não temos indicação que do dólar possa voltar a subir com muita força (como subiu em outubro)", afirmou.

Atacado

Além disso, Quadros comentou que as recentes desacelerações e quedas de preços nas matérias-primas (commodities) agrícolas, no mercado internacional - outro fenômeno que, assim como o dólar alto, foi motivado principalmente pelo agravamento da crise dos mercados - estão beneficiando os preços agrícolas no atacado, puxando-os para baixo. Esse cenário pode ajudar a diminuir a inflação do atacado, o que pode reduzir as taxas dos índices inflacionários nos próximos meses.

Foi exatamente a queda de 0,85% nos preços agropecuários no atacado levou à desaceleração na taxa do IGP-10. Segundo o coordenador de Análises Econômicas da FGV, o retorno à deflação no preço da soja (de 2,49% para -2,91% no período) foi determinante para derrubar os preços no setor agropecuário atacadista.

Outro fator que ajudou a reduzir a taxa do IGP-10 em novembro foi o comportamento dos preços siderúrgicos no atacado, que estão subindo menos, desaceleram de 0,55% para 0,24% entre outubro e novembro. O economista lembrou que, assim como as commodities agrícolas, o preço do aço também está em baixa no mercado internacional, devido à perspectiva de desaquecimento econômico global.

Carne bovina

A forte aceleração de preços das carnes bovinas, de 0,88% para 5,15% entre outubro e novembro, levou à disparada da inflação do varejo no período, de 0,10% para 0,49%, no âmbito do IGP-10.

Quadros afirmou que a arrancada no preço do produto foi o principal fator que levou ao fim da deflação de preços no grupo Alimentação, de -0,44% para 0,91%. Esse grupo foi a principal influência para a taxa mais elevada de inflação junto ao consumidor, no período. "Este não é um cenário estável, de preços altos para a carne", ponderou.

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