A desaceleração nos preços de hortaliças e legumes, de 14,32% para 8,38%, levou à taxa menor do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) na cidade de São Paulo, que recuou de 0,90% para 0,60% entre a primeira e a segunda quadrissemanas de abril. A afirmação foi feita pelo economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz.

A desaceleração nos preços de hortaliças e legumes, de 14,32% para 8,38%, levou à taxa menor do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) na cidade de São Paulo, que recuou de 0,90% para 0,60% entre a primeira e a segunda quadrissemanas de abril. A afirmação foi feita pelo economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz. De acordo com ele, o grande responsável pela "virada" nos preços dos alimentos in natura foi o tomate, cuja taxa de elevação de preços desacelerou de 62,22% para 31,59% no período. "O tomate foi quase integralmente responsável pelo recuo na inflação de hortaliças e legumes, e pela taxa menor do IPC-S em São Paulo", afirmou o especialista.

Mesmo com o recuo, o economista ressaltou que a pressão do aumento da demanda continua a refletir na escalada dos preços na capital paulista. Braz citou exemplos de alimentos que estão em aceleração de preços, como carne bovina (de 0,73% para 2,06%), laticínios (de 5,34% para 5,76%) e arroz e feijão (de 3,9% para 8%). Para ele, o IPC-S em São Paulo deve continuar a desacelerar em abril, mas em maio a taxa do índice pode voltar a subir na cidade.

"Esta influência de alimentos in natura mais baratos vai terminar em meados de maio. No próximo mês, a inflação na cidade vai sentir de forma mais intensa o impacto de avanço de preços que está sendo originado do aumento da demanda no mercado interno", afirmou.

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