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De outubro do ano passado para janeiro deste ano, o Índice de Clima Econômico (ICE) caiu em nove das 11 principais economias da América Latina, revelou hoje Sondagem Econômica da América Latina, feita em parceria pelo Institute IFO e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). As duas entidades calculam o ICE a partir dos resultados apurados para a sondagem, com base em entrevistas com 137 analistas econômicos em 16 países.

As entidades consideram que resultados abaixo de cinco pontos nos índices indicam "clima ruim" na economia. Na análise das duas instituições, nas respostas encontradas pelos especialistas quando questionados sobre o andamento da economia nos países latino-americanos, em meio ao cenário de crise global, houve aumento da convergência de resultados, "tendência comum a períodos de forte crescimento ou desaceleração da economia mundial", de acordo com o comunicado das entidades sobre a pesquisa, divulgado esta manhã.

Segundo avaliação da FGV e do Instituto IFO, com exceção de Peru e Uruguai, as outras economias da região estariam, em janeiro de 2009, em períodos caracterizados como recessivos, segundo os critérios da pesquisa.

O levantamento mostra ainda que a avaliação sobre a situação atual da economia, por parte dos especialistas, piorou significativamente em janeiro deste ano, na comparação com outubro do ano passado - mês em que foi divulgada a edição anterior da sondagem. Houve, no primeiro mês deste ano, deterioração mais expressiva nas avaliações atuais das economias do Brasil, Paraguai e Equador.

Entretanto, o levantamento mostra que, em uma listagem de 11 países latino-americanos, ao se comparar os resultados de pontuação de cada um deles, de seus respectivos ICEs, Uruguai, Peru e Brasil lideram o ranking de clima econômico da América Latina, ocupando respectivamente a primeira, segunda e terceira posições, com resultados de 6,6 pontos, de 6,3 pontos e de 5,2 pontos respectivamente, em janeiro deste ano. Ou seja: esses três países detiveram em janeiro deste ano as melhores avaliações, por parte dos especialistas pesquisados, sobre o andamento de suas economias.

As entidades informam que, no ranking dos países, a única mudança de posição em janeiro deste ano, na comparação com outubro do ano passado, foi a troca entre o Equador e a Argentina, que agora têm, respectivamente, três pontos e 2,9 pontos em seus ICEs. Na edição anterior da sondagem, esses países contavam com respectivos 3,2 pontos e 3,6 pontos, nos resultados de seus índices de clima. A mudança em suas pontuações fez com que o Equador trocasse de lugar com a Argentina, país que agora passou a ter o pior clima econômico da região latino-americana - posição anteriormente ocupada pelo Equador, em outubro do ano passado.

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