Os preços dos combustíveis apresentaram comportamentos distintos no início de outubro, conforme levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) por meio do ¿?ndice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que abrange sete capitais do País: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife

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Os preços dos combustíveis apresentaram comportamentos distintos no início de outubro, conforme levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) por meio do ¿?ndice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que abrange sete capitais do País: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife. De acordo com a instituição, enquanto o etanol apresentou alta mais expressiva que a observada no final de setembro, a gasolina mostrou recuo mais intenso.

No levantamento divulgado hoje, o etanol subiu 1,47% na primeira quadrissemana de outubro ante alta de 0,53% observada no encerramento do mês passado. O preço da gasolina, por sua vez, recuou 0,51% ante baixa de 0,31%. No mesmo período de comparação, o IPC-S registrou alta de 0,66% ante elevação de 0,46%.

De acordo com o economista da FGV, André Braz, o comportamento do etanol já está ligado ao período de entressafra pelo qual o produto deve ser cada vez mais influenciado até o começo de 2011. Segundo ele, a gasolina ainda está em queda, mas, como conta com uma parte de álcool em sua mistura, tende a migrar do terreno de quedas para o de altas com o decorrer do tempo.

"A seca um pouco extensa do que se previa em 2010, de algum forma, deve ter prejudicado o setor sucroalcooleiro. Além da seca, tem a questão das exportações, já que, à medida que o Brasil comercializa mais os produtos derivados da cana, sobra menos no mercado interno", disse Braz, em entrevista à Agência Estado. "Como o etanol já mostrou que está subindo de forma consistente, isso deverá chegar à gasolina mais cedo do que se imagina", opinou.

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