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FGV: em um mês, número de indústrias com excesso de estoques dobra

O impacto da crise, que começou na esfera do crédito, é visível nos pátios lotados das montadoras, nos armazéns das indústrias de aço, papel e celulose, produtos químicos e até nos depósitos das fabricantes de máquinas. Em apenas um mês, de outubro para novembro, dobrou o número de indústrias que carregam estoques excessivos, revela pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Agência Estado |

Em novembro, 15,7% das 1.112 empresas consultadas informaram que acumulavam estoques indesejáveis. Em outubro, 7,9% das companhias estavam nessa condição. O porcentual de indústrias abarrotadas de produtos é o maior em cinco anos, desde outubro de 2003, na série histórica que elimina oscilações típicas de cada período. Em outubro de 2003, 19,9% tinham estoques indesejáveis.

A diferença entre a situação atual de acúmulo de estoques e a de cinco anos atrás é que, naquela época, o País estava saindo da recessão, cortando os juros. Hoje, no entanto, a economia caminha para a desaceleração e com juros estabilizados em níveis elevados, o que amplia o custo de estoques altos, observa o coordenador da pesquisa, Aloisio Campelo. "Os estoques excessivos na indústria refletem a desaceleração da atividade, mas é cedo para falar em recessão", pondera.

A pesquisa revela que o maior salto no número de empresas com estoques excessivos foi exatamente nos setores que sofreram os primeiros efeitos da crise. Isto é, a indústria de material de transporte, que se viu às voltas com a falta de crédito para venda de carros; a indústria de matérias-primas ligadas à metalurgia, papel e celulose, afetada pela queda no consumo mundial e no preço das commodities; e os fabricantes de máquinas, atingidos pelo corte no investimento para 2009.

Em novembro, 32% das indústrias de material de transporte tinham estoques excessivos. Em igual mês de 2007, nenhuma delas estava nessa condição. A queda abrupta no ritmo de vendas de veículos se irradiou para a metalurgia. Em novembro, 17% das indústrias do setor, que na pesquisa inclui o aço, tinham estoques indesejáveis, ante 3% em 2008. "Vamos virar o ano com dois meses de aço estocado", conta o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch. Até setembro, a companhia trabalhava sem estoque. Ele diz que todos os setores que usam aço adiaram as compras. As informações são da edição de domingo do jornal O Estado de São Paulo.

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