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FGV: deflação em agrícolas foi a mais forte em 12 anos

A deflação nos preços dos produtos agropecuários no atacado (-4,30%) foi determinante para a queda de 0,42% no Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de setembro. A informação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.

Agência Estado |

De acordo com ele, a queda nos preços agropecuários foi a mais intensa em 12 anos. "Realmente uma deflação como essa, há muito tempo não se via", observou o economista.

De acordo com ele, houve uma contribuição significativa nos preços das commodities agrícolas, particularmente dos grãos, para a deflação de preços agropecuários no atacado. É o caso da intensificação nas quedas de preços em soja em grão (de -6,51% para -7,75%); milho em grão (de -3,73% para -10,21%) e trigo (de -10,88% para -15,97%). "Mas não foram somente as commodities agrícolas", comentou, acrescentando que outros tipos de itens agropecuários também estão com queda ou desaceleração de preços. É o caso das movimentações de preços em tomate (de -12,66% para -47,37%) e leite in natura (de -3,25% para -7,46%).

Outro ponto destacado pelo economista foi a desaceleração de preços nos produtos industriais (de 1,13% para 0,63%), de agosto para setembro, no atacado. O setor atacadista, no IGP-10 de setembro, teve queda de 0,75%. "Mas essa deflação no atacado, dois terços dela foi originada do setor agropecuário", afirmou.

Os Índices Gerais de Preços (IGPs) devem registrar em setembro taxas comportadas, mas a intensidade da deflação de 0,42% apurada pelo IGP-10 de setembro não deve se repetir no IGP-DI e no IGP-M, segundo o economista da FGV. Ele observou que uma queda tão forte como a apurada pelo índice, anunciada hoje pela fundação, foi originada basicamente de uma forte deflação nos preços agropecuários no atacado (-4,30%). "O que ocorreu com os preços agropecuários foi um ajuste de oferta e demanda, que já foi feito. Não acho que os preços dos produtos agropecuários vão continuar a cair nesse ritmo forte até setembro", avaliou.

Entretanto, comentou que, para o varejo, os preços devem seguir em trajetória de queda e desaceleração, puxados principalmente por bom comportamento nos preços dos alimentos. Isso porque a queda forte nos preços agropecuários no atacado deve conduzir a repasses em itens derivados para o varejo. "O leite, a soja, o milho estão caindo muito no atacado. Isso deve levar a quedas e desacelerações no varejo, de outros produtos. O efeito para o consumidor deve ser bem generalizado", comentou.

O economista voltou a destacar que, com a perspectiva de taxas mensais mais comportadas para os IGPs, para os próximos meses, isso pode levar a resultados anuais abaixo de 10% para os índices em 2008. Até setembro, o IGP-10 acumula elevação de 12,29% em 12 meses. "Acho que é cada vez mais factível IGPs fechando o ano abaixo de 10%", afirmou.

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