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FGV: consumidor deve ficar mais cauteloso neste Natal

O Natal deve encontrar um consumidor mais cauteloso, na análise do coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Aloisio Campelo. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), divulgado hoje pela FGV, caiu 4,2% em novembro ante outubro e 15,2% na comparação com igual mês do ano passado.

Agência Estado |

O economista admitiu que houve uma piora generalizada nas respostas do consumidor brasileiro em novembro, usadas para cálculo do índice. "A única resposta que não apresentou piora em novembro foi sobre as projeções de inflação", afirmou ele. De acordo com Campelo, a projeção do consumidor para a inflação nos próximos 12 meses caiu de 7,3% para 7,2%, de outubro para novembro.

"O consumidor tornou-se um pessimista. Estamos no segundo mês de resultado negativo para o ICC (que teve queda de 10% em outubro ante setembro), e chegamos em novembro ao pior nível da série (iniciada em setembro de 2005)", afirmou o economista. O indicador ficou em 96,9 - a escala de pontuação varia entre zero e 200 pontos, sendo que números acima de 100 demonstram otimismo e resultados abaixo disso mostram pessimismo.

Ainda de acordo com o economista, o consumidor em novembro parece mais preocupado com os rumos do mercado de trabalho, e também com a situação financeira de sua família. "As expectativas em relação ao mercado de trabalho também são as piores desde setembro de 2005", acrescentou o economista. "Um consumidor mais cauteloso significa um consumidor que gasta menos com o próprio consumo e com presentes", avaliou.

Alta renda

O mau humor do consumidor paulistano com alto poder aquisitivo foi a maior influência para a queda do ICC, disse Campelo. De acordo com ele, ao dividir a evolução do ICC entre as capitais pesquisadas, a cidade de São Paulo foi a que apresentou a mais forte queda em novembro ante o mês passado, com recuo de 6,7% no mês. "A confiança do consumidor paulistano está caindo muito mais do que a média nacional", comentou.

Além disso, ao dividir a confiança do consumidor por faixas de renda, o ICC apurou queda de 6,9% em novembro ante outubro nas famílias com renda acima de R$ 9.600. "Faz sentido a queda na confiança ser mais forte em São Paulo e nessa faixa de renda", afirmou o economista, lembrando que São Paulo é o centro financeiro do País e acrescentando que a atual crise tem origem no mercado financeiro.

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