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FGV constata preços mais altos em feiras livres do que em supermercados

RIO DE JANEIRO - Os produtos vendidos nas feiras livres saem mais caros aos consumidores do que os adquiridos nos supermercados, em pelo menos três capitais do país. A constatação é do economista da Fundação Getúlio Vargas, André Braz, feita a partir de pesquisa realizada em três das maiores capitais do país: Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.

Agência Brasil |

Embora os produtos adquiridos nas feiras livres destas capitais sejam mais frescos e em maior variedade, o poder de comprar no atacado, em maior quantidade, dá aos supermercados condições de praticar preços mais em conta para o consumidor.

Divulgado nesta segunda-feira, o levantamento de preços, feito em junho pela FGV, constata, ainda, uma intensa variação de preços entre as feiras livres e os supermercados, em produtos como batata inglesa, tomate, alface, limão, maçã e laranja pêra.

Entre os preços médios das três cidades pesquisadas no levantamento, os praticados nas feiras livres estão entre 13% a 25% mais caros que nos supermercados, afirma a FGV.

A pesquisa ressalta, porém, que nos finais das feiras, no horário chamado pelos próprios consumidores de chepa da feira, a situação tende a se inverter, com os preços oferecidos pelos feirantes podendo ficar abaixo dos praticados pelos supermercados.

A FGV cita como exemplos da diferença nos preços praticados no Rio de Janeiro os cados da batata-inglesa, do tomate e do limão. Enquanto nos supermercados os produtos custam em média, respectivamente, R$ 1,89, R$ 3,00 e R$ 0,68 o quilo de cada um dos produtos, nas feiras-livres, chegam a custar R$ 2,14, R$ 3,47 e R$ 1,20.

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